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Publicada em 06 de Novembro de 2026 às 14:11
A popularização dos computadores, a chegada da internet, a expansão das redes sociais e, mais recentemente, o avanço da inteligência artificial transformaram a maneira como as marcas se relacionam com os consumidores. Com isso, acompanhar as novas tecnologias e as tendências de mercado tornou-se parte da estratégia para manter a competitividade. É nesse cenário que a RBA+ completa 50 anos de atuação, após passar por diferentes fases de expansão e adaptação.
Fundada em 1976 por Roque Zeni, Raul Bruxel e Afonso Celso Cardoso, a empresa, sediada em Novo Hamburgo, iniciou as atividades atendendo a cadeia calçadista do Vale do Sinos. Na época, o setor estava em expansão, e havia espaço para serviços de construção e fortalecimento de marcas, especialmente no mercado interno. “As empresas não tinham suas logos expostas nas caixas de sapato. Existia um mercado enorme para a gente se desenvolver e crescer oferecendo esses serviços”, explica Afonso.
Com a crise do setor calçadista, na virada dos anos 1980 para os 1990, a RBA+ precisou ampliar sua atuação para outros segmentos, como os setores moveleiro, educacional e automotivo. Essa diversificação da carteira de clientes, acompanhada das transformações do próprio mercado da comunicação, exigiu mudanças na estrutura e na organização dos serviços.
Atualmente, para atender marcas como Via Marte, Stihl, JBL e Harman, o grupo opera com mais de 60 profissionais de diferentes especialidades em seis frentes: RBA, voltada à comunicação integrada; BRA, especializada em performance, e-commerce e CRM; Mix, dedicada à inteligência de mercado; Mix Design, com foco em trade marketing; RBA Visa, para comunicação internacional; e RB+IA, voltada à identificação de processos e à implementação de ferramentas de inteligência artificial.
Segundo Gabriel Daudt, publicitário e CEO da RBA, a integração dessas operações ao longo dos anos acompanha uma mudança na forma como as empresas planejam sua comunicação e passou a ser um dos principais diferenciais do grupo. “Hoje, para o anunciante, não faz sentido separar essas coisas. Não tem como pensar em uma campanha para o rádio sem considerar como ela vai se desdobrar na internet”.
Nesse modelo, a inteligência competitiva é o ponto de partida dos projetos do grupo. A partir da análise do negócio e do comportamento dos consumidores, a equipe define estratégias e direciona as ações para áreas como comunicação, inteligência artificial, gestão de relacionamento com o cliente (CRM) e e-commerce. “Primeiro, fazemos um diagnóstico do negócio para entender como podemos ajudar nas diferentes possibilidades de comunicação”, explica Daudt.
A inteligência artificial, nesse sentido, tornou-se uma das frentes de atuação da RBA. A empresa oferece consultoria para organizações que desejam incorporar a tecnologia às rotinas de trabalho. O serviço envolve o mapeamento de processos, a identificação de atividades que podem ser aprimoradas, a recomendação de ferramentas, o treinamento das equipes e a implementação das soluções.
O executivo avalia que a IA pode ampliar a produtividade, a qualidade e a velocidade das entregas, mas ressalta a importância da participação de profissionais capacitados. Para ele, a tecnologia não funciona de forma autônoma e precisa ser orientada, além de ter suas respostas avaliadas. “Ela precisa do ser humano no início e no fim do processo. É uma ferramenta que pode fazer um bom trabalho, mas precisa ser orientada e ter o resultado avaliado e corrigido quando necessário”.
Mesmo com a incorporação de novas ferramentas, Daudt destaca que a capacidade de interpretar as mudanças da sociedade e adaptar os serviços a cada contexto foi determinante para a longevidade da empresa. “O que nos fez sobreviver a todas as transformações durante esses 50 anos foi entender o contexto e não ser resistente a ele. É preciso analisar o que está acontecendo e ver como tirar proveito disso. Para o futuro, pretendemos ampliar ainda mais nossa atuação e nos consolidar como referência em parceria de negócios e comunicação na região Sul do Brasil", salienta.