Descarte eletrônico não é apenas uma questão ambiental: pode se transformar em vantagem competitiva para empresas. Iniciativas como a da Circular Brain oferecem programas em que organizações podem encaminhar equipamentos obsoletos e receber créditos em troca, revertidos em novos serviços e soluções sustentáveis.
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"É uma forma de transformar o passivo ambiental em benefício econômico, estimulando a adesão ao descarte correto", explica Lívia, representante da startup. A prática contribui para o cumprimento de metas de ESG, cada vez mais cobradas por investidores e consumidores.
Além da questão reputacional, há ganhos práticos. A Circular Brain garante a rastreabilidade de cada item por meio da Plataforma Circular, assegurando que computadores, celulares e outros dispositivos passem por desmontagem correta, com segurança de dados. O sistema gera relatórios detalhados, úteis para auditorias e balanços de sustentabilidade.
Empresas que adotam esse modelo reduzem riscos de multas ou passivos ambientais, como também podem comunicar de forma transparente seu compromisso com a economia circular. "O resíduo eletrônico não é lixo, é recurso. Ao reaproveitar componentes, reduzimos a pressão sobre a extração de novas matérias-primas", reforça Lívia.
Para pequenas e médias empresas, a recomendação é mapear periodicamente os estoques de equipamentos parados e buscar parcerias de logística reversa. Já grandes companhias, que costumam ter volumes expressivos de descarte, podem se beneficiar da coleta programada e da conversão em créditos.