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Publicada em 09 de Março de 2025 às 16:00

Litoral Norte detém primeira Denominação de Origem nacional

Produto já é reconhecido pelo mercado e tem valorização de 5% a 10%

Produto já é reconhecido pelo mercado e tem valorização de 5% a 10%

Eduardo Rocha/Divulgação/JC
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Roberto Hunoff
Roberto Hunoff Jornalista
A Denominação de Origem conhecida como Litoral Norte Gaúcho, criada em agosto de 2010, é a primeira no Brasil, tendo como detentora a Associação dos Produtores de Arroz do Litoral Norte Gaúcho (Aproarroz). O arroz é cultivado na região desde 1936 por iniciativa de agricultores alemães e italianos. A partir da década de 1970, com o uso de novas tecnologias, a lavoura obteve aumento da produtividade e o arroz começou a ser vendido para várias partes do país. Muito demandado, o arroz da região sempre teve preços superiores aos de outras áreas produtoras do grão.
A Denominação de Origem conhecida como Litoral Norte Gaúcho, criada em agosto de 2010, é a primeira no Brasil, tendo como detentora a Associação dos Produtores de Arroz do Litoral Norte Gaúcho (Aproarroz). O arroz é cultivado na região desde 1936 por iniciativa de agricultores alemães e italianos. A partir da década de 1970, com o uso de novas tecnologias, a lavoura obteve aumento da produtividade e o arroz começou a ser vendido para várias partes do país. Muito demandado, o arroz da região sempre teve preços superiores aos de outras áreas produtoras do grão.
A região é composta pelos municípios de Balneário Pinhal, Capivari do Sul, Cidreira, Palmares do Sul, Mostardas, São José do Norte, Tavares e Tramandaí e parte das cidades de Imbé, Osório, Santo Antônio da Patrulha e Viamão, com aproximadamente 300 quilômetros de extensão. É formada por uma península arenosa paralela a costa litorânea, entre duas grandes massas de água, a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico.
É este ambiente que diferencia o arroz do Litoral Norte Gaúcho pelo alto rendimento de grãos inteiros, translucidez e vitricidade. A região possui elevada estabilidade das temperaturas diárias, apresentando menor amplitude, que ocorre em função da alta umidade relativa do ar e das grandes massas de água que envolvem a região. O regime de ventos da região representa importante elemento que contribui para a dissipação do calor, sobretudo na época da formação do grão de arroz. "A associação de todos estes elementos resulta em condições geográficas ideais e únicas para a produção de qualidade, influenciando diretamente nas características do grão", afirma Virgilio Ruschel Braz, diretor executivo da Cooperativa Arrozeira Palmares, única a deter o selo da denominação de origem.
De acordo com o executivo, o rendimento médio de grãos inteiros na região, após a retirada da casca e do farelo, que representam em torno de 30% do peso, é de aproximadamente 64%, acima da média de outras áreas produtoras, que é da ordem de 60%. "O que interessa para a indústria é a maior quantidade de grão inteiro no pacote", salienta.
Atualmente, a cooperativa comercializa uma média mensal de 300 toneladas de arroz com denominação de origem, cumprindo os requisitos estabelecidos pela Aproarroz. O produto já é reconhecido pelo mercado e tem preço de 5% a 10% acima de um tradicional. Mas este é um ponto de desafio para a cooperativa. "Temos muito espaço para crescer, razão para trabalharmos mais na divulgação do produto. O retorno que recebemos de clientes, principalmente de mercados e restaurantes, é positivo, mas o retorno ainda é lento. A maioria do setor ainda resiste em pagar mais pelo adicional de qualidade", afirma.
Além da marca própria com selo de denominação de origem, a cooperativa tem uma linha variada de arroz. Os estados do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro respondem por cerca de 85% das compras. Braz destaca que o arroz com selo tem forte influência na abertura de mercados. "É um diferencial e abre negociações, beneficiando todo o portfólio", registra.
 

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