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Opinião

- Publicada em 10 de Novembro de 2023 às 17:52

Lucratividade nas empresas familiares passa por confiança

27.04.2023 - FOTO DRA LAÍS EM ALTA  -Laís Machado Lucas

27.04.2023 - FOTO DRA LAÍS EM ALTA -Laís Machado Lucas


Laís Machado Lucas/arquivo pessoal/jc
A saúde das empresas familiares é importante não apenas para os membros da família empresária e os seus colaboradores, mas também para a economia nacional, já que, segundo dados do Sebrae e do IBGE, elas são 90% dos negócios no Brasil, geram 65% do Produto Interno Bruto (PIB) e contratam 75% da força de trabalho. Por isso, nada mais prudente do que estabelecer medidas que preservem o legado dessas companhias e agreguem estabilidade aos negócios.
A saúde das empresas familiares é importante não apenas para os membros da família empresária e os seus colaboradores, mas também para a economia nacional, já que, segundo dados do Sebrae e do IBGE, elas são 90% dos negócios no Brasil, geram 65% do Produto Interno Bruto (PIB) e contratam 75% da força de trabalho. Por isso, nada mais prudente do que estabelecer medidas que preservem o legado dessas companhias e agreguem estabilidade aos negócios.
Nesse sentido, é essencial inspirar confiança, que, conforme a edição mais recente da Pesquisa Global de Empresas Familiares, da PwC, tem uma forte correlação com a lucratividade. Segundo outro estudo, aliás, as empresas familiares, inclusive, saem na frente neste quesito: o Trust Barometer, da Edelman, indica que a confiabilidade neste tipo de companhia é 12 pontos percentuais maior do que nos demais formatos de empresas. Essa predisposição, porém, somente se confirma quando as ações do dia a dia estão alinhadas ao discurso institucional.
Na prática, isso significa que não basta apenas "parecer"; é fundamental, de fato, "ser". Ao longo dos últimos anos, a forma como construímos a confiança nos negócios passou por grandes mudanças. Questões ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) se tornaram ainda mais presentes na pauta das empresas, bem como dos seus clientes, funcionários e parceiros, assim como os aspectos relacionados à diversidade, equidade e inclusão. Ser uma empresa confiável, hoje em dia, vai muito além de respeitar as regras éticas e morais: passa por desenvolver ações de ESG em todos os âmbitos; criar ambientes favoráveis à expressão das mais diversas formas de pensamento; contar com programas de compliance comprometidos com a manutenção das boas práticas; e, acima de tudo, prestar contas, de forma clara, transparente e ciente do papel social exercido pelas empresas em nossa sociedade atual.
No contexto das empresas familiares, há, ainda um outro ponto de extrema relevância quando o tema é a confiabilidade: é preciso pensar na organização da companhia de modo a assegurar a sua longevidade. São muitos os instrumentos que podem ser utilizados neste processo de organização que tem, como principal objetivo, mitigar riscos diante de fatores previsíveis e imprevisíveis como os impactos gerados por perda de clientes, o falecimento do fundador ou crises de reputação. É fundamental, por exemplo, que exista um plano de sucessão bem definido, apoiado por ferramentas indispensáveis como contrato social, acordo de sócios, protocolo familiar e Conselhos Consultivo ou de Administração. Além de evitar prejuízos financeiros, um bom plano de sucessão é um passo imprescindível para facilitar a administração do patrimônio e, principalmente, para a orientar os papéis e as funções de cada integrante da família, mitigando conflitos entre herdeiros e prevenindo preocupações entre os acionistas.
Planejar e prevenir traz apenas benefícios e, como diz o ditado popular, é sempre melhor do que remediar. E, quando se trata das empresas familiares, pode significar um impacto positivo na confiabilidade do negócio e, consequentemente, da sua lucratividade.
 

Tendência de volta ao trabalho presencial

Felipe Ribeiro - Crédito - Divulgação Evermonte

Felipe Ribeiro - Crédito - Divulgação Evermonte


Evermonte/divulgação/jc
Em um processo de adaptação pós-pandemia, grande parte das companhias que haviam migrado para modelos híbridos de trabalho passaram a reverter esse movimento. Por outro lado, também mantiveram a flexibilidade intrínseca ao período de isolamento social e demonstraram abertura à negociação em relação ao modelo ideal. Sobretudo em empresas de tecnologia - que, atualmente, encontram-se em agendas de eficiência -, com questões relacionadas ao aperto de crédito e à cobrança de acionistas e fundos de investimentos por resultados de curto prazo, a produtividade tornou-se o principal ponto de atenção. Logo, na lógica organizacional, retornar ao regime presencial poderia ser uma ação de efeito imediato.
A análise de performance com base em dados pode ser uma solução efetiva em relação às possibilidades de negociação. Fundamentando-se na avaliação dos níveis hierárquicos e das singularidades inerentes a cada área, é possível compreender a realidade da companhia e definir os limites do consenso quanto à mudança no modelo de trabalho vigente. Entretanto, o aspecto mais relevante a ser mencionado é a complexidade da manutenção da cultura. Em minha vivência como Headhunter, percebi que diversas lideranças de Recursos Humanos, ao longo das constantes modificações realizadas nas estruturas de suas companhias, chegaram à conclusão de que formar uma cultura sólida à distância é extremamente difícil. Nesse sentido, não se trata mais de uma questão de controle sobre a produção, mas sim da consciência de que, gradativamente, a cultura organizacional pode estar desaparecendo e dando lugar à percepção individual. Ainda, há uma grande dificuldade em inserir novos colaboradores dentro da cultura através do ciclo de onboarding, posto que o home office carrega consigo limitações de interação que, em alguns casos, podem não ser completamente reversíveis.
É importante destacar, contudo, que mudanças muito abruptas podem não ser eficazes em termos de aderência do público interno. O caminho mais indicado é conduzir essa transição por fases e criar condições convidativas para a volta dos colaboradores. Por fim, considerando que cada posição possui uma lógica distinta, para além do investimento em iniciativas de employee experience, deve-se abandonar a ideia do trabalho remoto como benefício e percebê-lo como uma entre as inúmeras dinâmicas a serem adotadas nesse contexto.
 

Dados: o novo petróleo da era digital

No coração da revolução tecnológica do século XXI, uma comparação ousada e inspiradora surgiu: "os dados são o novo petróleo". Essa analogia tem sido cada vez mais relevante à medida que o mundo se aprofunda na era da informação. Os dados estão se tornando uma fonte inestimável de inovação, eficiência e crescimento econômico, alimentando uma nova era chamada de Mundo Open.
Diferentemente do petróleo, que é um recurso finito e físico, os dados são virtualmente ilimitados. Cada clique, busca na internet e transação online gera uma montanha de informações que podem ser exploradas e analisadas. Isso cria um potencial incrível para entender melhor processos, aprimorar operações e tomar decisões mais informadas. É uma riqueza virtualmente infinita à nossa disposição.
No entanto, assim como o petróleo bruto precisa ser refinado para se tornar útil, os dados também precisam ser processados e interpretados. Isso exige equipamentos de processamento de dados avançados e, talvez ainda mais importante, a mente humana por trás das análises. O Brasil tem feito progressos notáveis nessa área, com investimentos em tecnologia e educação para impulsionar a mineração de dados.
A inteligência artificial (IA) emerge como uma peça central dessa revolução. A IA é movida por dados, e é por meio da análise de grandes volumes de informações que as máquinas podem aprender, tomar decisões e realizar tarefas de maneira eficiente. É a combinação de dados, poder computacional e IA que está impulsionando o Brasil para o futuro da economia 4.0.
No entanto, essa abundância de dados levanta questões cruciais sobre privacidade e segurança. O Brasil adotou a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para proteger a privacidade dos cidadãos enquanto permite o uso responsável dos dados. Equilibrar o acesso aos dados com a proteção da privacidade é uma tarefa desafiadora, mas essencial na economia moderna.
Além disso, há um desafio de conscientização. Os dados são uma riqueza muitas vezes invisível, escondida dentro de computadores e servidores. As empresas têm a responsabilidade de educar o público sobre o valor dos dados, como eles podem se beneficiar deles e como a economia como um todo prospera quando os dados são usados de maneira eficaz.
O aspecto mais fascinante do mundo dos dados é sua capacidade de gerar riqueza sem causar impactos ambientais. Diferentemente de recursos naturais que precisam ser extraídos e processados fisicamente, os dados fluem virtualmente sem limites. Isso torna possível melhorar processos, otimizar recursos e impulsionar a eficiência sem explorar fisicamente o ambiente.
Os dados são, de fato, o novo petróleo da era digital. Eles são o combustível que alimenta a inovação, a eficiência e o crescimento econômico. O Brasil está avançando de forma impressionante nesse cenário, com a LGPD para proteger a privacidade e uma crescente conscientização sobre o valor dos dados. À medida que entramos mais profundamente no mundo open dos dados, é essencial continuar investindo em tecnologia e educação para colher os benefícios dessa riqueza virtualmente infinita enquanto protegemos nosso ambiente e nossa privacidade. O futuro da economia é movido por dados, e o Brasil está na vanguarda dessa transformação.