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Publicada em 06 de Novembro de 2026 às 17:36

Plantio do milho chega a 80% da área projetada no Estado

Milho está em pleno desenvolvimento em Coxilha

Milho está em pleno desenvolvimento em Coxilha

Vanessa Almeida de Moraes/Emater/RS-Ascar/Divulgação/JC
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O plantio de milho alcançou 80% dos 896.401 hectares previstos para a safra 2026/2027 no Rio Grande do Sul. A semeadura, no entanto, avança em ritmos diferentes entre as regiões produtoras do Estado. Enquanto algumas áreas estão próximas da conclusão do plantio, outras ainda dependem de períodos de tempo firme ou serão cultivadas na safrinha. As informações são do Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na semana passada.

Segundo o diretor técnico da Emater, Mateus Soares da Rocha, o percentual alcançado representa um avanço importante para a cadeia. Ainda assim, as chuvas frequentes e a elevada umidade do solo têm retardado o desenvolvimento inicial das plantas e comprometido a eficiência da adubação nitrogenada em algumas lavouras, além de provocar falhas de estande e a necessidade de replantios pontuais. 

“Não podemos caracterizar o Estado todo como atrasado, porque ainda há áreas a serem implantadas. Por isso, é preciso aproveitar as janelas de tempo firme para concluir a semeadura sem comprometer a qualidade dessa operação”, afirma.

Na região Noroeste, o cenário é mais adiantado. Produtor de milho há 25 anos em Chiapetta e presidente da Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho-RS), Ricardo Meneghetti estima que entre 95% e 98% da área da região já tenha sido plantada. Segundo ele, a maior parte das lavouras foi implantada dentro da janela de plantio, que se estende de agosto a janeiro. “Aqui já temos milho em estágio vegetativo bem adiantado, e algumas lavouras estão quase florescendo”, relata.

Meneghetti, que cultiva o cereal tanto em áreas irrigadas quanto em sequeiro, afirma que, até o momento, as condições climáticas não trouxeram grandes prejuízos à implantação das lavouras em sua propriedade. Na região, os temporais ocorreram antes do plantio e não comprometeram a semeadura. A preocupação, agora, está na falta de luminosidade em comparação com a safra passada.

“No ano passado, tivemos uma luminosidade muito boa, mas faltou água. Neste ano, estamos enfrentando alguns problemas com o crescimento do milho, porque a planta precisa de muita luz e também de água. Hoje temos bastante água, mas não estamos tendo luz”, explica.

Apesar da redução no ritmo de crescimento, o produtor não espera, por enquanto, perdas de produtividade na região. A avaliação é de que as plantas possam levar mais tempo para completar o ciclo, além de exigir maior atenção ao controle do estado fitossanitário. 

Na visão de Rocha, ainda é cedo para estimar a extensão das áreas que poderão apresentar perdas ou precisar de replantio. O resultado dependerá da evolução das condições climáticas e da recuperação das plantas ao longo do ciclo. Segundo o diretor técnico, a disponibilidade de luminosidade, as temperaturas e a realização adequada dos manejos nutricionais e fitossanitários serão determinantes para o potencial produtivo.

Apesar disso, a perspectiva da safra é positiva, considerando a área já semeada e as condições gerais das lavouras, mas os riscos iniciais precisam ser acompanhados.

Segundo Rocha, a evolução das condições nos próximos períodos será determinante para avaliar o desempenho da cultura e favorecer a autossuficiência do Rio Grande do Sul na produção do cereal. “Nós precisamos dar sequência às ações para caminhar rumo à autossustentabilidade na nossa produção. Quando há alguma diminuição decorrente de fatores climáticos, acabamos afetando outras cadeias. Por isso, temos que acompanhar essa evolução para entender se haverá alguma dificuldade”, afirma.

Milho para silagem alcança 60% dos 369.389 hectares projetados no RS

A semeadura do milho destinado à produção de silagem alcançou 60% dos 369.389 hectares projetados no Estado, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. De acordo com o diretor técnico da Emater, Mateus Soares da Rocha, o percentual inferior ao registrado nas lavouras destinadas à produção de grãos está relacionado ao calendário mais escalonado de implantação da cultura, à concentração do cultivo em regiões de produção leiteira e às condições climáticas. A produtividade média projetada pela Emater/RS-Ascar é de 38.392 quilos por hectare.

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