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Publicada em 07 de Outubro de 2026 às 18:05

Vigilância em Selbach termina sem nova suspeita de gripe aviária

Técnicos vistoriaram propriedades rurais com aves de subsistência no Noroeste gaúcho

Técnicos vistoriaram propriedades rurais com aves de subsistência no Noroeste gaúcho

SEAPI/DIVULGAÇÃO/JC
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Claudio Medaglia
Claudio Medaglia Repórter

 


A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) encerrou nesta quarta-feira (7) a operação de vigilância no raio de três quilômetros do foco de gripe aviária confirmado em Selbach, no Alto Jacuí. Nenhuma nova suspeita da doença foi identificada durante a varredura das propriedades da região.
“Encerramos as atividades de vigilância no raio de três quilômetros. Não houve nenhuma alteração ou suspeita identificada”, informou ao Jornal do Comércio a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Rosane Collares.


A operação mobilizou mais de 20 servidores da secretaria e um profissional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Cinco equipes foram destinadas às visitas às propriedades, enquanto outra frente atuou em casas agropecuárias da região.
Inicialmente, 68 propriedades haviam sido identificadas dentro do raio de três quilômetros. Durante a operação, outros locais também foram incluídos na varredura, principalmente propriedades próximas a lagoas.
Com o resultado, encerra-se a mobilização extraordinária montada para verificar a ocorrência de novas suspeitas no entorno do foco. O monitoramento sanitário, segundo Rosane havia informado durante a operação, seguirá com as equipes locais.
Para organizar a varredura, a área foi mapeada na Plataforma de Defesa Agropecuária e dividida em polígonos. Cada equipe recebeu um conjunto de propriedades e pôde visualizar pelo sistema a localização dos estabelecimentos e os acessos por estradas. O recurso facilita o deslocamento de servidores mobilizados de diferentes regiões do Estado.
Nas visitas, os profissionais inicialmente conversaram com os moradores e preencheram um questionário sobre a situação das aves. Quando não havia relato de mortalidade, sintomas ou outro indício da doença, a equipe entrava na propriedade para fazer uma avaliação visual das condições dos animais, sem contato com as aves.
O protocolo previa um procedimento diferente caso surgisse uma suspeita. A equipe que fazia a varredura não entraria na propriedade e acionaria um grupo específico, chamado pelo serviço veterinário de “equipe suja”, formado por profissionais que já haviam trabalhado diretamente no atendimento ao foco. Caberia a esse grupo investigar a ocorrência e, se necessário, coletar amostras.
A estratégia evita expor as equipes responsáveis pela varredura a propriedades com suspeita da doença e preserva pessoal para a continuidade das visitas.
O trabalho foi desencadeado após a confirmação, na segunda-feira (5), de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma criação de subsistência no município. Cerca de 70 aves mantidas na propriedade foram eliminadas como medida sanitária para contenção da doença.
A ocorrência começou a ser investigada após uma notificação de mortalidade de aves em 1º de outubro. Amostras foram encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), que confirmou a presença do vírus.
Por se tratar de aves de subsistência, e não de uma granja comercial, o foco não provoca restrições à produção, à comercialização ou ao consumo de carne de frango e ovos. É o segundo registro da doença em criação de subsistência no Rio Grande do Sul em 2026. O anterior ocorreu em julho, em Coqueiros do Sul.
A situação é diferente da registrada em maio de 2025, quando a gripe aviária atingiu uma granja comercial em Montenegro e provocou restrições temporárias às exportações brasileiras de produtos avícolas para diferentes mercados.

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