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Equador

- Publicada em 03h00min, 22/02/2021. Atualizada em 15h10min, 22/02/2021.

Equador terá 2º turno entre André Arauz e Guillermo Lasso

Andrés Arauz venceu o primeiro turno com 32,7% dos votos

Andrés Arauz venceu o primeiro turno com 32,7% dos votos


Marcos Pin Mendez/AFP/JC
Duas semanas após o primeiro turno da votação, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador anunciou, na madrugada deste domingo (21), que o banqueiro Guillermo Lasso é quem passará para o segundo turno das eleições presidenciais, junto ao primeiro colocado, Andrés Arauz.
Duas semanas após o primeiro turno da votação, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador anunciou, na madrugada deste domingo (21), que o banqueiro Guillermo Lasso é quem passará para o segundo turno das eleições presidenciais, junto ao primeiro colocado, Andrés Arauz.
Depois de 14 dias de recontagens e controvérsias, finalmente se chegou a uma decisão. Após a conclusão da apuração de 100% das urnas, o vencedor do primeiro turno é Arauz, candidato de esquerda apadrinhado pelo ex-presidente Rafael Correa, com 32,7% dos votos.
Em segundo lugar, portanto passando para a próxima etapa da votação, marcada para 11 de abril, ficou o centro-direitista Guillermo Lasso, com 19,74%. Em terceiro, e fora da disputa, o líder indígena de esquerda Yaku Pérez, com 19,38%.
Enquanto a liderança de Arauz já estava clara desde o domingo da eleição, no último dia 7, a disputa por uma vaga no segundo turno foi decidida na contagem voto a voto. O país ficou em compasso de espera por duas semanas, diante de manifestações, acusações de fraude e pedidos de recontagem.
Assim como outros países da região, o Equador usa dois sistemas paralelos de apuração. Um é o escrutínio rápido, baseado nas fotos das atas das mesas de votação, e que costumam dar um resultado na mesma noite. Outro, com o qual o primeiro é comparado depois, é a contagem voto a voto.
No dia da eleição, o CNE decidiu interromper a contagem rápida com quase 90% das atas contabilizadas porque verificou um empate técnico entre Lasso e Pérez. Na ocasião, o líder indígena aparecia uma com ligeira vantagem sobre o banqueiro.
Como consequência, os equatorianos tiveram que esperar a contagem voto a voto. Além disso, ambos os candidatos que disputavam a vaga no segundo turno pediram mais de uma recontagem das atas em várias províncias do país.
Lasso reclamou do CNE, por ter este divulgado uma projeção ainda com 20% da contagem rápida realizada, afirmando que Pérez estava mais próximo de ir ao segundo turno.
Pérez, por sua vez, desde o primeiro dia convocou vigílias, em que apoiadores se manifestavam diante das sedes dos órgãos eleitorais. Segundo o esquerdista, seu adversário poderia recorrer a métodos fraudulentos para garantir sua continuidade na disputa e, por ser um candidato milionário, teria recursos para "comprar" juízes eleitorais e fiscais. A disputa começou a tomar tons mais verbalmente violentos.
Em comum, Lasso e Pérez têm o anti-correísmo. Seus eleitores, porém, têm ainda menos elementos de concordância. Os seguidores de Pérez, em sua maioria, jovens progressistas, são contra a pauta neoliberal e extrativista de Lasso.
O Equador herdado pelo próximo presidente, que deve assumir em maio, será um país em dificuldades. Em 2020, teve uma queda do PIB de nove pontos percentuais. Há uma dívida de US$ 6,5 bilhões (R$ 35 bilhões) com o FMI (Fundo Monetário Internacional), e uma taxa de informalidade que cresceu durante a pandemia a quase 70%.
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