Porto Alegre, segunda-feira, 24 de agosto de 2020.
Dia do Artista.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
segunda-feira, 24 de agosto de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Rússia

- Publicada em 17h26min, 24/08/2020. Atualizada em 22h04min, 24/08/2020.

Alemanha confirma envenenamento de opositor russo Alexei Navalny

Hospital de Berlim acredita que um inibidor dos nervos foi usado contra Navalny

Hospital de Berlim acredita que um inibidor dos nervos foi usado contra Navalny


KIRILL KUDRYAVTSEV/AFP/JC
O mais importante nome da oposição ao governo russo, Alexei Navalny, foi envenenado, informou o Hospital Charité de Berlim em um comunicado nesta segunda-feira (24), citando resultados clínicos confirmados por laboratórios independentes.
O mais importante nome da oposição ao governo russo, Alexei Navalny, foi envenenado, informou o Hospital Charité de Berlim em um comunicado nesta segunda-feira (24), citando resultados clínicos confirmados por laboratórios independentes.
Embora a substância exata que o envenenou ainda não seja conhecida, acredita-se que seja um inibidor dos nervos, segundo o comunicado do hospital. O documento acrescentou que Navalny continua em coma induzido artificialmente e que "não há perigo agudo para sua vida".
"Os resultados indicam envenenamento por uma substância do grupo de inibidores de colinesterase". De acordo com a agência de notícias Reuters, essas substâncias são drogas que podem aumentar a comunicação entre células nervosas no cérebro e às vezes são usadas para melhorar temporariamente ou estabilizar os sintomas de pessoas com demência. Seus efeitos colaterais incluem vômitos, dor de cabeça e alucinações.
O ativista anticorrupção de 44 anos se sentiu muito mal a bordo de um avião que o transportava a Moscou após tomar um chá e teve que fazer um pouso de emergência em Omsk, na Sibéria, onde foi hospitalizado.
De acordo com seus aliados, os médicos locais pareciam dispostos a cooperar com sua transferência, mas oficiais à paisana e agentes de segurança invadiram o hospital e os médicos negaram permissão para ele sair. Desde o início, sua porta-voz rapidamente afirmou que ele foi vítima de um envenenamento ordenado pelo Estado, um método usado antes em ataques ligados a agentes russos.
Somente após repercussão internacional e demostrações de preocupação por parte da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente francês, Emmanuel Macron, foi que Navalny finalmente recebeu permissão para ser transferido para a Alemanha. Desde que chegou, está sob a proteção da Polícia Federal Criminal da Alemanha, que também fornece segurança para Merkel e outros funcionários do governo.
Navalny, dos maiores críticos do Vladimir Putin, é conhecido por seus vídeos no YouTube expondo corrupção e suborno por políticos, burocratas e oligarcas russos. Ele foi impedido de concorrer à eleição presidencial em 2018 e já foi preso por organizar protestos não autorizados.
O incidente pode prejudicar ainda mais as relações tensas da Rússia com seus vizinhos europeus, que a acusam de ataques a dissidentes na Europa no passado, o que o Kremlin rejeita.

Relembre outros casos de envenenamento ligados à Rússia

Sergei Skripal e sua filha, Yulia
{'nm_midia_inter_thumb1':'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2020/08/24/206x137/1_yulia-9122830.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5f4414aaf18b6', 'cd_midia':9122830, 'ds_midia_link': 'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2020/08/24/yulia-9122830.jpg', 'ds_midia': 'Yulia Skripal, filha do ex-espião russo vítima de um ataque com agente neural na Inglaterra, recebeu alta do hospital onde estava internada. Reprodução Facebook', 'ds_midia_credi': 'REPRODUÇÃO/FACEBOOCK /JC', 'ds_midia_titlo': 'Yulia Skripal, filha do ex-espião russo vítima de um ataque com agente neural na Inglaterra, recebeu alta do hospital onde estava internada. Reprodução Facebook', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '800', 'cd_midia_h': '532', 'align': 'Left'}
Yulia Skripal vive em Londres, sob proteção do Estado britânico. FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOCK/JC
Em 4 de março de 2018, Sergei Skripal, um ex-espião duplo russo de 66 anos, e sua filha, Yulia, de 33 anos, foram encontrados inconscientes no banco de um parque na cidade britânica de Salisbury, após deixarem um restaurante.
Ambos foram envenenados com Novichok, um grupo mortal de agentes nervosos desenvolvidos pelo Exército soviético entre 1970 e 1980. Foi a primeira vez em que o uso de um agente nervoso de nível militar foi usado em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial. Na época, a premiê britânica Theresa May culpou a Rússia pelo ataque e foi apoiada por aliados europeus e pelos EUA.
Yulia ficou 20 dias em coma. Hoje vive em Londres, em uma localização secreta, já que está sob proteção do Estado britânico. Sergei Skripal, passou dois meses no hospital e, apesar de não se ter notícias, acredita-se que também viva na capital inglesa sob proteção do governo.
Alexander Litvinenko
{'nm_midia_inter_thumb1':'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2020/08/24/206x137/1_f_0000040901-9122944.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5f441ea4802d1', 'cd_midia':9122944, 'ds_midia_link': 'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2020/08/24/f_0000040901-9122944.jpg', 'ds_midia': '(Ex-agente do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, sucessor da KGB), Alexander Litvinenko, de 43 anos, morreu em 23 de novembro de 2006, depois de 24 dias internado em Londres.   O ex-espião e crítico do presidente Vladimir Putin estava há seis anos exilado no Reino Unido quando foi envenenado ao tomar um chá misturado com o isótopo radioativo polônio-210. Apesar de a investigação conduzida pelos britânicos apontar envolvimento do Kremlin, a Rússia nega.  FILES) A handout image released 20 November 2006, shows former Russian spy Alexander Litvinenko in his bed at the University College Hospital, in central London. Russia stood accused Friday 24 November 2006 of being behind the death of former spy Alexander Litvinenko, who lost his three-week fight for life in a London hospital after an apparent Soviet-style poisoning.  But the charge has been repeatedly dismissed by Moscow and with few details from police, who are investigating the death as ENTITY_quot_ENTITYunexplainedENTITY_quot_ENTITY, and contradictory facts from doctors, exactly how he died remains a mystery. ', 'ds_midia_credi': 'AFP/JC', 'ds_midia_titlo': '(Ex-agente do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, sucessor da KGB), Alexander Litvinenko, de 43 anos, morreu em 23 de novembro de 2006, depois de 24 dias internado em Londres.   O ex-espião e crítico do presidente Vladimir Putin estava há seis anos exilado no Reino Unido quando foi envenenado ao tomar um chá misturado com o isótopo radioativo polônio-210. Apesar de a investigação conduzida pelos britânicos apontar envolvimento do Kremlin, a Rússia nega.  FILES) A handout image released 20 November 2006, shows former Russian spy Alexander Litvinenko in his bed at the University College Hospital, in central London. Russia stood accused Friday 24 November 2006 of being behind the death of former spy Alexander Litvinenko, who lost his three-week fight for life in a London hospital after an apparent Soviet-style poisoning.  But the charge has been repeatedly dismissed by Moscow and with few details from police, who are investigating the death as ENTITY_quot_ENTITYunexplainedENTITY_quot_ENTITY, and contradictory facts from doctors, exactly how he died remains a mystery. ', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '800', 'cd_midia_h': '574', 'align': 'Left'}
Alexander Litvinenko, de 43 anos, morreu em 23 de novembro de 2006, depois de 24 dias internado. FOTO: AFP/JC
Ex-agente do Serviço Federal de Segurança russo (FSB, sucessor da KGB), Alexander Litvinenko, de 43 anos, morreu em 23 de novembro de 2006, depois de 24 dias internado em Londres.
O ex-espião e crítico do presidente Vladimir Putin estava há seis anos exilado no Reino Unido quando foi envenenado ao tomar um chá misturado com o isótopo radioativo polônio-210. Apesar de a investigação conduzida pelos britânicos apontar envolvimento do Kremlin, a Rússia nega.
Em carta divulgada após sua morte, Litvinenko responsabilizou o presidente russo, Vladimir Putin, pela sua morte.
Comentários CORRIGIR TEXTO