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Hong Kong

- Publicada em 16h34min, 14/07/2020. Alterada em 16h34min, 14/07/2020.

Pompeo diz que vai monitorar eleições legislativas de Hong Kong de perto

Ativistas pró-democracia temem que a China tente impedir que certos candidatos concorram nas eleições de setembro

Ativistas pró-democracia temem que a China tente impedir que certos candidatos concorram nas eleições de setembro


May JAMES/AFP/JC
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, expressou "grave preocupação" com a declaração da chefe executiva de Hong Kong, Carrie Lam, de que as eleições primárias são uma violação da lei de segurança nacional imposta pela China. "Vamos monitorar os desdobramentos de perto, sobretudo com a aproximação das eleições para o Conselho Legislativo de 6 de setembro", informou, por meio de nota.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, expressou "grave preocupação" com a declaração da chefe executiva de Hong Kong, Carrie Lam, de que as eleições primárias são uma violação da lei de segurança nacional imposta pela China. "Vamos monitorar os desdobramentos de perto, sobretudo com a aproximação das eleições para o Conselho Legislativo de 6 de setembro", informou, por meio de nota.
No comunicado, Pompeo também parabeniza os mais de 600 mil eleitores de Hong Kong que participaram do pleito. "O entusiasmo demonstrar o desejo deles de ter suas vozes ouvidas em meio aos esforços do Partido Comunista Chinês para sufocar as liberdades do território", destacou o secretário de Estado.
A votação em massa do último fim de semana foi considerada pela oposição um voto de protesto simbólico contra a lei de segurança nacional imposta recentemente por Pequim. A legislação, que entrou em vigor no dia 1º de julho, com protestos nas ruas, dá amplos poderes para uma agência do governo central perseguir e processar pessoas envolvidas em atividades consideradas subversivas, secessionistas, terroristas ou em conluio com potências estrangeiras contra o domínio chinês.
Para ativistas pró-democracia, que desde o ano passado tomaram as ruas de Hong Kong, a lei representa o fim do regime conhecido como "um país, dois sistemas", no qual a antiga colônia britânica mantinha um grau de autonomia política e o capitalismo desregulado que marca as transações locais.
Na quinta-feira (9), o secretário de Assuntos Constitucionais e Continentais, Erick Tsang, disse que aqueles que "organizam, planejam e participam" das eleições primárias podem ser considerados culpados pela lei de segurança.
Apesar dessa votação tática para maximizar as chances da oposição, alguns ativistas pró-democracia temem que as autoridades ainda tentem impedir que certos candidatos concorram nas eleições de setembro. "Eles podem prender ou desqualificar qualquer candidato que não gostem de acordo com a lei de segurança nacional sem uma razão adequada", disse Owen Chow, um jovem candidato democrata.
Em resposta à lei de segurança, a Austrália e o Canadá decidiram suspender seu tratado de extradição com Hong Kong e ofereceram aos cidadãos do território que morem nos países a possibilidade de ficarem definitivamente. Pequim considerou o anúncio como uma violação de tratados de não intervenção. 
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