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Educação

- Publicada em 11h42min, 22/09/2020. Atualizada em 12h21min, 22/09/2020.

Marchezan mantém volta às aulas em outubro; escolas estão preocupadas ante impasse com Estado

Colégio Militar tem previsão de retornar às aulas no dia 28 de setembro, antes das demais escolas

Colégio Militar tem previsão de retornar às aulas no dia 28 de setembro, antes das demais escolas


JONATHAN HECKLER/ARQUIVO/JC
Patrícia Comunello
O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, manteve a intenção de retomada das aulas presencias em 5 de outubro, apesar do impasse que foi criado com o Estado e até mesmo com o Ministério Público. Em reunião na manhã desta terça-feira (22), o Sindicato do Ensino Privado (Sinepe) e diretores de estabelecimentos mostraram preocupação com a divergência, que gera dúvidas e até insegurança sobre os preparativos.
O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, manteve a intenção de retomada das aulas presencias em 5 de outubro, apesar do impasse que foi criado com o Estado e até mesmo com o Ministério Público. Em reunião na manhã desta terça-feira (22), o Sindicato do Ensino Privado (Sinepe) e diretores de estabelecimentos mostraram preocupação com a divergência, que gera dúvidas e até insegurança sobre os preparativos.
"Estamos preocupados com a disputa, se volta ou não, pois são apenas dez dias para organizar tudo", pontuou Guilherme Peretti, diretor do Colégio Província de São Pedro.
Em 5 de outubro, começam as atividades presenciais para Educação Infantil, Educação de Jovens e Adultos e Ensino Profissionalizante. Os demais níveis terão retornos até começo de novembro.
O presidente do Sinepe-RS, Bruno Eizerik, diz que é preciso um alinhamento entre Porto Alegre e o governo. "Não tem como ter calendário do RS e outro do município", ponderou o presidente. "As escolas não sabem o que responder aos pais", reforça o dirigente, ante a divergência.
Prefeitura e Estado têm reunião no fim da tarde desta terça-feira para discutir a questão do calendário. Porto Alegre só pode voltar se estiver em bandeira laranja por duas semanas consecutivas, segundo orientação que vale para todas as regiões. A Capital está em vermelha.   
O prefeito alega que pelo número de escolas da Capital não há como analisar todos os protocolos, que estão previstos na regra estadual e que cada estabelecimento precisa apresentar. "Os dados epidemiológicos indicam que não há razão para não voltar às atividades e os nossos protocolos são feitos pela Saúde", argumenta Marchezan.
"Se cada escola tiver de fazer o seu, vamos até 2021 analisando protocolos", projetou o chefe do Executivo Municipal na reunião. Sobre a necessidade de retomada, ele reforçou: "Para muitas crianças este período não volta mais".  
Mesmo com esta regulamentação dentro do sistema de distanciamento controlado, o Colégio Militar de Porto Alegre tem previsão de retorno no dia 28, antes mesmo da data para as demais instituições. Foi um acerto com a prefeitura, após o CMPA dizer que voltaria em 21 de setembro.   
O secretário da Saúde, Pablo Stürmer, garantiu que a questão sanitária está resolvida e que "é hora de voltar às atividades letivas". "Não é disputa e sim visão diferente", repôs Stürmer, sobre o impasse com o comitê estadual que regula o sistema de distanciamento. O secretário aposta em resolução das "diferenças". "Queremos resolver o mais rápido possível."
Eizerik fez uma solicitação em relação ao que prevê os protocolos da Capital. As escolas querem ampliar o número de crianças que podem ir por turno na Educação Infantil. A mudança seria na faixa três a quatro anos, permitindo até 20 anos e de quatro a cinco anos, até 25. A regra prevê até 15 crianças. 
As escolas privadas chegaram a se reunir em agosto com a prefeitura e mostraram divergências sobre o retorno,  
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