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Ensino Superior

- Publicada em 15h59min, 17/09/2020. Atualizada em 18h52min, 17/09/2020.

Reitoria da Ufrgs: Bulhões diz que transição entre gestões começa na segunda-feira

'Será uma transição lenta, gradual, sem grandes rupturas, sem grandes quebras', disse novo reitor

'Será uma transição lenta, gradual, sem grandes rupturas, sem grandes quebras', disse novo reitor


REPRODUÇÃO/JC
Amanda Jansson Breitsameter
Em sua primeira conversa com a imprensa após ter sido nomeado reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o professor Carlos André Bulhões afirmou que a transição entre sua gestão e da atual reitoria, comandada pelo reitor Rui Vicente Oppermann e pela vice-reitora Jane Tutikian, começa na segunda-feira (21) quando ocorre o ato de nomeação.
Em sua primeira conversa com a imprensa após ter sido nomeado reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o professor Carlos André Bulhões afirmou que a transição entre sua gestão e da atual reitoria, comandada pelo reitor Rui Vicente Oppermann e pela vice-reitora Jane Tutikian, começa na segunda-feira (21) quando ocorre o ato de nomeação.
"Será uma transição lenta, gradual, sem grandes rupturas, sem grandes quebras", afirmou, em coletiva de imprensa online realizada nesta quinta-feira (17). Bulhões disse ainda que sua gestão será pautada por três principais direções: o financiamento da "educação superior pública, gratuita, de qualidade, inclusiva, autônoma e democrática", a inclusão pedagógica e o diálogo. 
Sobre a manifestação de alunos e professores, realizada na Campus Centro da universidade nesta tarde, contrária à sua nomeação, Bulhões foi sucinto: "A manifestação é livre, o direto à manifestação sempre é bem-vindo", disse, alertando ainda para os cuidados com o distanciamento necessário em razão da pandemia.
A chapa do novo reitor, que tem a professora Patrícia Pranke como vice-reitora, ficou em terceiro lugar na consulta interna da universidade, realizada em julho, sendo a decisão final tomada pelo presidente da República entre os nomes da lista tríplice. Perguntado sobre o motivo de sua nomeação, Bulhões afirmou que poderia falar sobre seu currículo, sua trajetória acadêmica e administrativa, que entende serem os critérios da decisão federal. Ele ainda disse que se comprometeu, quando decidiu concorrer ao cargo, a assumir a vaga, caso fosse nomeado.
Natural de Alagoas, Bulhões é professor titular da Engenharia há 36 anos, atuando nas áreas de métodos de gestão de recursos hídricos, recursos renováveis, recursos energéticos, meio ambiente e infraestrutura. Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) no começo dos anos de 1980, ele fez carreira no Rio Grande do Sul e pós-graduações no exterior, é professor do Departamento de Obras Hidráulicas do Instituto de Pesquisas Hidráulicas e diretor do Sindicato dos Engenheiros do RS.

Alunos e professores protestam contra decisão do governo federal

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Alunos se concentraram em frente à Faculdade de Educação, em protesto contra nomeação de novo reitor. Foto: Luiza Prado/JC
Enquanto falava com os jornalistas, Bulhões era tema de uma manifestação de alunos, professores e servidores da universidade, que se reuniram em frente ao prédio da Reitoria da universidade, no campus central, contra a sua nomeação para o cargo, anunciada nesta semana pelo presidente Jair Bolsonaro.
Na noite dessa quarta, a deputada gaúcha Maria do Rosário (PT) protocolou um projeto para barrar a nomeação de Bulhões como reitor. Em vídeo postado nas redes sociais, a deputada diz que a escolha é "autoritária" por nomear o terceiro colocado da lista tríplice. 
A atual reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) manifestou-se por meio de nota, nesta quarta-feira (16), a respeito da nomeação do professor Carlos André Bulhões para o cargo na gestão 2020-2024. Nota assinada pelo reitor Rui Vicente Oppermann e pela vice-reitora Jane Tutikian afirma que a decisão de nomear Bulhões, tomada pelo presidente Jair Bolsonaro, opta por uma "proposta amplamente derrotada" pela comunidade acadêmica, ignorando "os grandes avanços feitos nos últimos anos na construção de uma universidade de excelência acadêmica, plural e inovadora".
Na semana passada, o deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS) havia afirmado que Bulhões seria o escolhido de Bolsonaro. No final de agosto, diante da possibilidade da nomeação de Bulhões, alunos e comunidade acadêmica da Ufrgs chegaram a organizar um protesto contra a decisão.
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