Vitorya Paulo

Especialista dá dicas de como migrar para o digital

Quem não vende na internet precisa aprender

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O momento de crise, que levou diversos setores a paralisarem operações e fecharem as portas de lojas, impulsionou empreendedores a buscarem ou adiantarem soluções que, antes, não pareciam tão urgentes. A abertura de 100 mil e-commerces entre o início de março e o final de abril, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), mostra a busca pela inovação e destaque no on-line. Esse processo, porém, precisa ser bem avaliado, conforme explica o especialista em e-commerce Márcio Eugênio, sócio da D Loja Virtual (www.dlojavirtual.com), empresa que desenvolve sistemas de vendas pela internet.

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O momento de crise, que levou diversos setores a paralisarem operações e fecharem as portas de lojas, impulsionou empreendedores a buscarem ou adiantarem soluções que, antes, não pareciam tão urgentes. A abertura de 100 mil e-commerces entre o início de março e o final de abril, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), mostra a busca pela inovação e destaque no on-line. Esse processo, porém, precisa ser bem avaliado, conforme explica o especialista em e-commerce Márcio Eugênio, sócio da D Loja Virtual (www.dlojavirtual.com), empresa que desenvolve sistemas de vendas pela internet.
"Se o dono da empresa precisa vender o almoço para comprar a janta, talvez o negócio virtual não seja o melhor caminho", explica, sobre o investimento em sistema de vendas on-line. Para alguns setores, como o de alimentação, há soluções mais viáveis e rápidas, como os aplicativos de delivery iFood, Uber Eats e Rappi, ou até mesmo as redes sociais, como o Facebook e o Instagram. Essas alternativas, afirma Márcio, garantem retorno mais rápido se comparadas ao desenvolvimento de um e-commerce do zero.
Para o especialista, a pandemia é um divisor de águas no relacionamento das pessoas com a internet. Ele exemplifica o fenômeno com a explosão de transmissões ao vivo durante o período. "Se tem gente fazendo, tem gente consumindo. As lives facilitam o processo das pessoas serem influenciadas para comprar", diz. O empreendedor também destaca o fato de que todas as faixas etárias, hoje em dia, estão na web.
"A minha sogra tem 76 anos. Ela contou que viu uma receita de pão de ló no YouTube e fez. Para nós, é natural. Para uma senhora dessa idade, no entanto, é um avanço", percebe.
Para quem decide abrir um e-commerce, há diversos sistemas simples com baixo custo, até os mais complexos e milionários, explica Márcio. "Conseguimos colocar no ar uma loja virtual para vender para qualquer lugar do Brasil em duas horas com o custo de R$ 48,00 por mês", diz. Porém, mesmo com a facilidade monetária para montar a operação virtual, o nível de comprometimento é igual ou até maior que o necessário para lojas físicas. "O empreendedor precisa ter ciência que vai ter que colocar energia, ou uma pessoa com energia, ou uma empresa especializada para cuidar disso", afirma.
Emissão de notas fiscais, facilidade de pagamento e resolução de problemas como defeitos e trocas também são fatores que o negócio precisa ter, tanto no físico quanto no virtual. Além de serem primordiais, alguns detalhes podem ser diferenciais para o e-commerce, visto que a concorrência on-line é maior. "Assim como o dono da empresa, o cliente pesquisa quando vai comprar itens pela internet. É preciso se desapaixonar pelo produto e se perguntar se compraria aquilo", orienta Márcio.
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Vitorya Paulo - repórter do GeraçãoE

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