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GERAÇÃOE

Notícia da edição impressa de 28/08/2018. Alterada em 28/08 às 16h05min

Produção em meio ao público ajuda na hora da venda

O tear de Teresinha gera curiosidade de quem passa pelos estandes

O tear de Teresinha gera curiosidade de quem passa pelos estandes


LUIZA PRADO/JC
Mauro Belo Schneider
Como alguns pais da cidade grande dizem, a Expointer é o local para mostrar aos filhos que o leite não vem da caixinha, mas sim da vaca. Teresinha Leuck, 62 anos, dá uma lição parecida ao público, ao produzir mantas em seu tear ao longo de todo o dia. E, assim, ela resolve um desafio de muitos comerciantes também: torna os momentos de intervalo entre as vendas mais produtivos. "Quando trabalho, vendo mais. O povo para para olhar", diz.
Moradora de Imbé, ela faz as feiras da Expointer e da Festa do Peixe, em Tramandaí, desde 2005. No resto do ano, vende sua linha completa, que inclui ponchos, toucas e outros produtos, em uma loja que o Clube das Mães tem no Litoral Norte.
No primeiro fim de semana do evento agrícola, em Esteio, a empreendedora vendeu 22 peças, número que a surpreendeu positivamente. Os valores dos itens ficam entre R$ 120,00 e R$ 140,00.
Teresinha consegue fazer uma manta por dia no espaço de seis metros quadrados, que fica na área do Artesanato Gaúcho. E, além de não perder o ritmo de fabricação enquanto está por ali, ainda dá visibilidade a outro negócio da família. O marido, Jacir, marceneiro, cria o maquinário usado por Teresinha. Tear, cardadeiras elétricas e rocas são vendidas através do site www.tearfeitoamao.com.
"Faz um carinho no pescoço", descreve Teresinha, com uma manta na mão, que saiu de seu tear, tão observado por olhos atentos nestes dias.
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