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Saúde

- Publicada em 16h57min, 09/08/2021.

'Houve um afrouxamento das medidas preventivas no Conceição', diz presidente da associação dos servidores

Representante da categoria cobra acompanhamento dos profissionais infectados

Representante da categoria cobra acompanhamento dos profissionais infectados


CLAITON DORNELLES/JC
Juliano Tatsch
O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) confirmou, na tarde desta segunda-feira (9), a ocorrência de dois óbitos relacionados ao surto de Covid-19 no Hospital Nossa Senhora da Conceição. Mais cedo, o grupo hospitalar havia atualizado o cenário do surto: são 39 pacientes e 15 funcionários infectados. Em ao menos quatro dos infectados foi identificada a variante delta do novo coronavírus. Para o presidente da Associação dos Servidores do GHC e diretor do SindiSaúde/RS, Arlindo Ritter, a ocorrência de surtos no Conceição era um "desastre anunciado".
O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) confirmou, na tarde desta segunda-feira (9), a ocorrência de dois óbitos relacionados ao surto de Covid-19 no Hospital Nossa Senhora da Conceição. Mais cedo, o grupo hospitalar havia atualizado o cenário do surto: são 39 pacientes e 15 funcionários infectados. Em ao menos quatro dos infectados foi identificada a variante delta do novo coronavírus. Para o presidente da Associação dos Servidores do GHC e diretor do SindiSaúde/RS, Arlindo Ritter, a ocorrência de surtos no Conceição era um "desastre anunciado".
Jornal do Comércio - Como a associação dos servidores está vendo essa questão dos surtos de Covid-19 no Conceição?
Arlindo Ritter - A diretoria do GHC segue uma tendência do governo federal de negligenciar as questões preventivas, uma linha negacionista. Seu corpo diretivo e de gerências (é composto por) mais de 20 externos ao quadro do GHC, indicações do ministro Ônix Lorenzoni, sem o devido conhecimento da área da saúde. Inclusive, alguns, sendo alvo de representação no Ministério Público Federal (MPF) e no Tribunal de Contas da União, por falta de credencial técnica/legal para assunção aos cargos. Ocorreu nas últimas semanas um afrouxamento das medidas preventivas e de isolamento dos pacientes, com o desmonte dos serviços de enfrentamento à Covid. Internaram pacientes com isolamento de contato (KPC, enterobacter, acinetobacter) e respiratório (Covid-19). Desastre anunciado.
JC - Vocês têm conhecimento sobre o estado de saúde dos servidores infectados?
Ritter - Essa é a nossa luta. Foram 3.500 trabalhadores dos hospitais do GHC, até o momento, com diagnóstico positivo para Covid-19 e não há um serviço de rastreamento destes colegas em relação às sequelas. Mesmo com as duas doses da vacina, ocorreram as novas contaminações. O GHC não se responsabiliza pela saúde dos trabalhadores. Lembrando que, em março e início de abril de 2020, travamos uma batalha por fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual e afastamento de gestantes, lactantes e trabalhadores com comorbidades da assistência da linha de frente. A luta política das entidades, ASERGHC e Sindisaúde, acabou sendo tema de mediação no Tribunal Regional do Trabalho.
JC - Não foi criado nenhum tipo de centro de acompanhamento dos profissionais infectados para avaliar as sequelas?
Ritter - Não, essa é a nossa luta. Inclusive, oficiamos a direção do GHC sobre assistência de saúde aos trabalhadores e aguardamos retorno da pauta há três semanas. Há muitos casos de sequela no campo de saúde mental.
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