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Saúde

- Publicada em 11h20min, 09/09/2020. Atualizada em 18h44min, 09/09/2020.

Pela primeira vez, RS registra queda semanal de pacientes em UTI por Covid-19

Dados indicam afastamento do risco de colapso do sistema de saúde gaúcho

Dados indicam afastamento do risco de colapso do sistema de saúde gaúcho


Silvio Ávila/AFP/JC
Juliano Tatsch
A pandemia do novo coronavírus mostra força no Rio Grande do Sul, com um alto índice de novos casos, indicando que ainda está longe de acabar. No entanto, algumas boas notícias podem ser observadas. Uma delas diz respeito ao número de pacientes internados em leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) com diagnóstico confirmado para a Covid-19. Na última semana, entre os dias 1 e 9 de setembro, pela primeira vez, o Estado apresentou redução na quantidade de pessoas hospitalizadas em leitos intensivos em razão da doença.
A pandemia do novo coronavírus mostra força no Rio Grande do Sul, com um alto índice de novos casos, indicando que ainda está longe de acabar. No entanto, algumas boas notícias podem ser observadas. Uma delas diz respeito ao número de pacientes internados em leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) com diagnóstico confirmado para a Covid-19. Na última semana, entre os dias 1 e 9 de setembro, pela primeira vez, o Estado apresentou redução na quantidade de pessoas hospitalizadas em leitos intensivos em razão da doença.
Se a semana anterior, entre os dias 25 de agosto e 1 de setembro, havia sido a primeira em que o número de pessoas em UTIs em razão do coronavírus havia permanecido o mesmo, sem apresentar acréscimo (mantendo-se em 725), a última foi de um indicador ainda melhor. Houve uma queda de 3%, com a quantidade de gaúchos em unidades intensivas por causa da pandemia passando de 725 para 703.
O indicador reforça uma tendência de redução progressiva nas internações por casos graves de Covid-19 já observada nas últimas cinco semanas (confira na tabela). Se, antes, o aumento vinha perdendo força, agora, o número parou de crescer e tomou caminho contrário.
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A variação semanal de novos casos e, principalmente, novos óbitos e internações é um bom sinal de como a pandemia do novo coronavírus está se comportando, e indica tendências que pode vir a se confirmar ou não.
Outro bom indicativo, ainda que não tão positivo quanto o anterior, é o que mostra o aumento no total de óbitos causados pelo vírus no Rio Grande do Sul. As mortes seguem crescendo – passaram de 2.099 para 3.800 nas últimas cinco semanas, representando um crescimento de 81%.
Entretanto, separando o período por semanas, percebe-se que há uma redução, ainda que lenta, no ritmo desse aumento. Se, entre os dias 4 e 11 de agosto, o acréscimo de vítimas fatais foi de 17,7%, no período posterior, entre os dias 11 e 18, o crescimento foi de 14,1%. Seguindo a tendência de redução na velocidade do aumento de óbitos, entre os dias 18 e 25 de agosto, o crescimento foi de 12%, passando para 10,7% entre os dias 25 de agosto e 1 de setembro. Na última semana, de 1 a 8 de setembro, o percentual de crescimento foi ainda menor, ficando em 8,5%.
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Por outro lado, junto com as notícias boas, vem uma preocupante. O total de casos confirmados da doença, que vinha crescendo em velocidade menor, voltou a ganhar força nas duas últimas semanas.
O aumento nos casos havia passado de 19,1% entre os dias 4 e 11 de agosto, para 10% entre 18 e 25 de agosto. Entretanto, entre 25 de agosto e 1 de setembro, o percentual de acréscimo de casos subiu para 13,3%, e ficou em 13% entre os dias 1 e 9 deste mês.
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Em seu Boletim Diário de Casos desta quarta-feira (2), o Comitê de Dados do governo do Estado aponta que a taxa de crescimento média diária de casos no Estado é a segunda maior do Brasil nos últimos cinco dias, ficando atrás apenas de Santa Catarina. O Rio Grande do Sul já apresenta mais casos em proporção à população do que países como Espanha, Itália e Reino Unido.
A retomada da força da pandemia no que diz respeito aos novos casos se dá em meio à liberação, por parte do governo estadual, do retorno das aulas presenciais, decisão duramente criticada pela Sociedade Rio-Grandense de Infectologia e que vem sofrendo forte resistência por parte da maioria dos prefeitos.
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