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Patrimônio

- Publicada em 18h21min, 10/02/2021. Atualizada em 19h08min, 10/02/2021.

Associação do Mercado Público diz que reabre 2º piso em 120 dias, se tiver a gestão

Valor da obra foi reduzido a menos da metade prevista no edital de concessão, lançado por Marchezan

Valor da obra foi reduzido a menos da metade prevista no edital de concessão, lançado por Marchezan


LUIZA PRADO/JC
Adriana Lampert
Elaborado pela empresa Natureza Urbana, um projeto de reforma do Mercado Público encomendado pelos 106 permissionários do espaço foi entregue à Prefeitura na tarde desta terça-feira (9). A presidente da Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), Adriana Kauer, afirma que o projeto prevê a reabertura do segundo piso em 120 dias, se a gestão do prédio ficar com os permissionários. O grupo pede, em troca da reforma e manutenção do espaço, que a governança do Mercado Público fique com eles por 25 anos, sem custos. 
Elaborado pela empresa Natureza Urbana, um projeto de reforma do Mercado Público encomendado pelos 106 permissionários do espaço foi entregue à Prefeitura na tarde desta terça-feira (9). A presidente da Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), Adriana Kauer, afirma que o projeto prevê a reabertura do segundo piso em 120 dias, se a gestão do prédio ficar com os permissionários. O grupo pede, em troca da reforma e manutenção do espaço, que a governança do Mercado Público fique com eles por 25 anos, sem custos. 
Em reunião no Paço Municipal, representantes da administração e do conselho diretor das bancas que ocupam o Mercado apresentaram a proposta, que aponta uma série de soluções além das previstas no edital de concessão ao setor privado, lançado na gestão de Nelson Marchezan Júnior e suspenso pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS) desde agosto do ano passado.
Além de contemplar um maior número de melhorias, o projeto apresentado pelos permissionários é estimado por um custo inferior à metade do valor previsto no edital suspenso, cujo investimento previsto era de R$ 85 milhões e outorga mínima de R$ 28,1 milhões. Naquele modelo, só nos primeiros três anos, a estimativa era de que R$ 41,5 milhões fossem investidos para as melhorias. O restante, R$ 43,5 milhões, estava previsto para ser aplicado na gestão e manutenção do local.
Além do prefeito Sebastião Melo, participaram da reunião desta terça-feira a titular da Secretaria de Parcerias Estratégicas, Ana Pellini, e o secretário adjunto de Obras e Habitação, Vicente Pires. Sem prazo para dar o retorno, a Prefeitura prometeu analisar a proposta. "Esse projeto vai fazer todas as obras que espaço precisa e mais a gestão por 25 anos", destaca a presidente da Ascomepc.
A obra deve dar conta de pintura interna e externa, restauração da fachada, acessibilidade (elevador, escadas rolantes), dispositivos de drenagem internos, melhoria da rede elétrica com implantação de uma nova subestação, implementação de circuito fechado de TV com reconhecimento facial, reforma dos sanitários e esgotos. Esses itens, já previstos no edital, serão complementados ainda com implementação de energia fotovoltaica, cozinha escola, conectividade digital (para transformar em zona de wifi) e um espaço para coworking no segundo andar. "Queremos que tenha visitas guiadas, a exemplo do Mercado Público de Belo Horizonte", comenta Adriana.
"Aqui em Porto Alegre, o Mercado Público é muito mais antigo e tem muitas histórias, como a da origem da mandala no meio do prédio, da marca onde a água entrou na enchente de 1942, da cápsula do tempo enterrada ali", destaca a presidente da Ascomepc. Segundo ela, ainda que dure pelo menos três anos, a obra não não irá fechar as portas do prédio. "Vamos realizar a restauração com o Mercado funcionando, para que não ocorram mais perdas para os lojistas (que precisaram fechar após o incêndio em 2013, durante um mês de 2020 durante a pandemia)".
Sem afirmar exatamente o valor estimado, Adriana garante que a restauração do prédio pode ser feita com valores "muito abaixo" dos propostos no edital da gestão anterior. "Fizemos um orçamento dos itens e nos assustamos com a diferença de valores. Uma escada que já fizemos (e custou R$ 69 mil), estava prevista no edital com um custo de R$ 790 mil. No total, nosso projeto ficará em menos da metade do anterior." A presidente da Ascomepc pondera que um dos fatores que baixou o custo do projeto é o fato de que, se aceito pela Prefeitura, não haverá contratação de um gestor. "Os permissionários serão os gestores, como já acontece. Em nosso projeto consideramos somente o valor da obra e do e aluguel e condomínio do espaço."
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