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Agronegócios

18/01/2021 - 12h27min. Alterada em 25/01 às 15h51min

JTI lança palheiro biodegradável e conclui em 2021 investimento de R$ 75 mi no RS

Novo produto sairá da planta de Santa Cruz do Sul e deve chegar ao mercado no final do primeiro trimestre

Novo produto sairá da planta de Santa Cruz do Sul e deve chegar ao mercado no final do primeiro trimestre


JTI/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
Um antigo produto é uma das novas apostas e foco de investimentos da Japan Tobacco International (JTI) no Rio Grande do Sul. A empresa assegura ser a primeira no Brasil a lançar um palheiro totalmente biodegradável. O produto sairá das linhas de produção da unidade localizada em Santa Cruz do Sul, com aporte de R$ 6 milhões e integra um plano maior, já anunciado pela empresa, de R$ 75 milhões iniciado em 2020.
A maior parte dos recursos ingressa na fábrica localizada no Vale do Rio Pardo ao longo deste ano. O projeto engloba a importação de novas máquinas e contratações de mais empregados, o que permite o processo de fabricação integral de cigarros no Brasil, o que não era feito pela JTI até 2019. A japonesa, por exemplo, não desfiava no País o fumo nacional – que seguia para a Europa para esta etapa e de lá regressava para ser finalizado aqui.
A companhia já atuava comprando e separando o tabaco no RS, mas embarcava para um centro logístico na Antuérpia (Bélgica) e de lá era redistribuído para outras fabricas no mundo para desfiar. Somente depois o fumo regressava ao País. Com esses R$ 75 milhões, a JTI passa a fazer todo o processo no Brasil – recurso que se soma R$ 85 milhões já injetados região para a implementação na região de Santa Cruz do Sul em 2018.
Agora, o palheiro Natural American Spirit Palheiro (NAS) consolidará todos esses investimentos com um item a mais no segmento premium. Produzido com palha de milho local e enrolado artesanalmente, o tradicional e colonial palheiro agora tem foco no público jovem e urbano, e com bom poder aquisitivo.
O Natural American Spirit Palheiro deve chegar ao mercado até o final deste trimestre, em outros estados e pontos de vendas especializado. Levará um pouco mais de tempo, no entanto, para chegar ao consumidor gaúcho. O lançamento será inicialmente apenas em São Paulo, de acordo com Flávio Goulart, diretor de assuntos corporativos e comunicação da multinacional japonesa no Brasil. De acordo com o executivo, o produto chega para aquecer um mercado que hoje representa em torno de 2% do comércio legal de tabaco no Brasil.
“Terá uma abordagem premium, ou até super premium, e um preço médio de R$ 25, pelo caráter artesanal de produção, insumos especiais e mais natural. É um produto bastante brasileiro, que precisamos apresentar primeiro à matriz, que o desconhecia”, conta Goulart.
Sem filtro e com fechamento que não utiliza nem mesmo cola, mas uma anilha (argola) de papel, a produção teve início no último dia 11 de janeiro. A fábrica de Santa Cruz do Sul é a primeira da multinacional na América do Sul. O novo palheiro, acrescenta Goulart, possui os altos padrões de sustentabilidade e menor uso de defensivos e fertilizantes químicos.
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A autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a produção do palheiro NAS, marca de origem norte-americana criada em 1982, foi recebida em setembro de 2020, quando a empresa abriu cerca de 50 vagas de trabalho em na cidade gaúcha, localizada no Vale do Rio Pardo, principal região produtora de tabaco e cigarros do Rio Grande do Sul.
Respeitando a tradição do cigarro de palha, o processo será na maior parte feito à mão por artesãos treinados para isso. O produto tem como base práticas agrícolas e produtivas mais sustentáveis e utilizando o tabaco na forma mais natural possível, de acordo com a fabricante, ampliando o meta da JTI de liderar a indústria no segmento premium no Brasil. A palha de milho é produzida por pequenos produtores brasileiros, e o anel que mantém o cigarro enrolado é biodegradável, feito a partir de segmentos de canudos de papel como matéria-prima.
Em Santa Cruz a companhia asiática chegou em 2009 e atua hoje, por exemplo, com as marcas Camel (no segmento de maior valor) e Winston (focado em menor preço). Agora, é o segmento premiu que ganhará reforço com os investimentos no Natural American Spirit Palheiro. Mundialmente, a japonesa conta com operações em mais de 130 países. A multinacional também é uma principais players no mercado internacional de vaping (cigarro eletrônico) e tabaco aquecido com as marcas Logic e Ploom. Trazer ao Brasil os cigarros eletrônicos, por sinal, e uma meta para assim que houver aprovação da Anvisa, diz Goulart.
A operação da japonesa no Brasil contempla a produção de tabaco – por meio de 11 mil produtores integrados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná,e compra, processamento e exportação de tabaco, fabricação, venda e distribuição de cigarros em mais de 20 Estados do Brasil. Com a pandemia, diz Goulart, houve a expansão do consumo legal de cigarros, beneficiando a indústria nacional – que há anos perder mercado para o produto contrabandeado, especialmente do Paraguai.
“Com o fechamento das fronteiras tivemos o estrangulamento da entrada e oferta de produtos contrabandeados. Estamos finalizando um levantamento sobre qual foi o percentual de crescimento do mercado formal, e deveremos ter esse número consolidado em breve”, explica o executivo.
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