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Coronavírus

22/06/2020 - 09h04min. Alterada em 22/06 às 09h08min

Prefeituras das regiões de Canoas e Porto Alegre pedem revisão da bandeira vermelha

Cinco regiões passaram da bandeira laranja para a vermelha, que tem mais restrições

Cinco regiões passaram da bandeira laranja para a vermelha, que tem mais restrições


GOVERNO RS/DIVULGAÇÃO/JC
A região de Canoas, composta por 18 municípios, entrou com um pedido conjunto de reconsideração da bandeira vermelha imposta pelo governo do Estado. A região foi uma das que teve aumento no seu grau de risco em saúde no sábado (20), mas alega que isso aconteceu porque não foi levado em conta a abertura de 16 novos leitos de UTI ainda nesta segunda-feira (22).
A região de Canoas, composta por 18 municípios, entrou com um pedido conjunto de reconsideração da bandeira vermelha imposta pelo governo do Estado. A região foi uma das que teve aumento no seu grau de risco em saúde no sábado (20), mas alega que isso aconteceu porque não foi levado em conta a abertura de 16 novos leitos de UTI ainda nesta segunda-feira (22).
A bandeira vermelha denota alto risco de contágio e colapso do sistema de saúde e exige o fechamento de comércios não essenciais. Além da região de Canoas, municípios da microrregião carbonífera e a prefeitura de Cachoeirinha (parte da região de Porto Alegre) já encaminharam pedido de reconsideração da classificação de risco.
A mudança na bandeira em Canoas ocorreu em função da velocidade do avanço de novos casos e do alto índice de ocupação de leitos de UTI. Neste domingo (21), os prefeitos e secretários de saúde das cidades da região se reuniram para discutir ações em conjunto para frear o crescimento da doença, propor novas medidas de distanciamento social e encaminhar ao governo estadual pedido de reconsideração.
Os municípios irão pleitear a manutenção da bandeira laranja apresentando dados técnicos e algumas novidades. A principal delas é a abertura de 16 novos leitos de UTI - 10 em Canoas e seis em Esteio, marcada para ocorrer ainda nesta segunda-feira. Além disso, o Hospital Universitário de Canoas inaugurou 200 novos leitos na última semana, "o que talvez não tenha sido considerado", diz a prefeitura de Canoas em nota. 
A Associação dos Municípios da Região Carbonífera solicitou ao governo do Rio Grande do Sul, em caráter de urgência, a reconsideração da bandeira. Em nota, a associação informou que pediu a reavaliação da divisão das regiões conforme suas peculiaridades e argumenta que "a realidade da microrregião Carbonífera está muito distante e diversa dos maiores municípios da Região Metropolitana, o que provoca naturais desajustes e injustiça".
"Neste momento de calamidade pública, é lamentável que mais de 150 mil gaúchos sigam vivendo com a incerteza de não contar com leitos de UTI no hospital de São Jerônimo, referência para nossa região", disse a associação, em nota. Fazem parte da microrregião os municípios de Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo, Butiá, Charqueadas, General Câmara, Minas do Leão. São Jerônimo e Triunfo.
A prefeitura de Cachoeirinha também encaminhou o pedido de reconsideração da classificação de risco dentro do sistema de Distanciamento Controlado. Para o prefeito Miki Breier, a imposição de medidas mais restritivas é injusta com o município. “Temos sido cautelosos e adotado todas as precauções desde o início da pandemia. Dos 63 leitos do hospital de campanha, apenas três estão em uso”, detalhou.
A partir do mapa preliminar do governo do Estado, as associações de municípios podiam apresentar recurso em até 24 horas (18h deste domingo), conforme os novos ajustes na sistemática do modelo. Nesta segunda-feira (22), o Gabinete de Crise fará nova análise e divulgará à tarde as bandeiras definitivas, que serão vigentes a partir desta terça-feira (23) até segunda-feira que vem (29 de junho).
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