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Porto Alegre, terça-feira, 22 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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16/05/2018 - 22h36min. Alterada em 16/05 às 21h24min

Combate à alienação parental

Conrado Paulino da Rosa
Nas dissoluções de relacionamento em que tenham resultado filiação, principalmente enquanto crianças e adolescentes, existe um grande fator de risco: quem protegerá os filhos de quem os deveria proteger? Aí reside a preocupação com a prática da alienação parental onde, ao utilizar o filho como instrumento de vingança, um dos genitores inicia uma campanha que tem como objetivo o afastamento do outro progenitor. Em seu ardiloso percurso, por meio de uma violência silenciosa, o alienador começa a falar mal do outro genitor, obstaculiza ligações, desqualifica as atitudes e, até mesmo, presentes recebidos do outro lar e, também, começa a criar empecilhos para que o filho conviva no lar alienado.
No seu grau máximo, provando seu agir patológico e inconsequente, o alienador cria na cabeça do filho uma falsa memória de abuso sexual, para conseguir medida judicial que possa vetar totalmente o contato com o outro ascendente, atingindo o ápice da campanha de afastamento.
O dia 25 de abril marcou o dia internacional de combate à alienação parental, prática que não depende de gênero e, inclusive, pode ser realizada pelas demais pessoas próximas da criança, entre elas, avós, tios e até cuidadores. A importância do esclarecimento dessa realidade é inconteste haja vista que, ao contrário de nós, adultos, que podemos nos recuperar de uma frustração afetiva, o filho não terá outra infância para recuperar as nefastas marcas de um comportamento alienador.
Mostra-se impositivo que, cada vez mais, os profissionais que laboram com crianças e adolescentes permaneçam atentos à essa realidade, até mesmo, para que não passem a agir enquanto cúmplices de uma prática doentia daquele que usa o próprio filho enquanto meio de vingança. Afinal, o dever de proteção integral, previsto na Constituição Federal não se trata de um compromisso individual, mas, sim, de todos nós!
Presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (Ibdfam-RS)
 
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Comentários
Roseane Franca de Carvalho 21/05/2018 21h19min
É interessante como as pessoas tentam mascarar uma coisa secular e abominável como a pedofilia, com um discurso de alienação parental. Não tem nada haver abuso sexual com uma criança com tal teoria alienante como essa do psiquiatra Garden. Nos Estados Unidos onde ele surtou se suicidando com golpes de facadas no peito diz que sua teoria é infundada. Este " médico" diz em sua teoria que todos são somos pedófilos. Diante dos casos divulgados pela mídia, chego a pensar que sim.Miseráveis pedófilos