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Porto Alegre, sexta-feira, 06 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 06/04/2018. Alterada em 05/04 às 21h28min

A ópera bufa, ou o teatro do STF

Marcelo Aiquel
Não festeje muito, pois o "pau que bate em Chico também bate em Francisco". Todos viram o quanto é inconfiável a nossa Suprema Corte. Um palco de vaidades absolutas, onde os ministros derretem-se frente às câmeras e - cada um, por sua vez - querem mostrar mais conhecimento, mais saber jurídico. E nada de bom senso.
Escolhidos de maneira completamente frágil, são indicados de forma pessoal e - com raras exceções - ficam à mercê dos interesses do seu "padrinho".
Não fosse o grande clamor popular, somado ao recado objetivo (e assustador) dos chefes das Forças Armadas, o resultado de ontem seria outro. Tivemos ministros refletindo sobre o "sexo dos anjos"; ministros "inventando" liminares intermináveis; ministros destilando indignação contra as pressões recebidas. Como se isso não fosse inerente ao cargo público que optaram por seguir!
Enfim, tivemos um julgamento que levou quase 12 horas para decidir o óbvio. Ululante! Quanto tempo perdido. Quanta encenação. E não se sinta vingado. Pois o baile continua e a orquestra é a mesma que "desafinou" ontem, quando alguns quiseram dar a um condenado a sobrevida. Não fosse - repito - o receio de intervenção militar, hoje a festa seria em outro endereço.
Portanto, muito cuidado ao louvar um Supremo inconfiável!
Advogado
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