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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 05/04/2018. Alterada em 04/04 às 21h19min

Em tempo de guerra, pacifique

Gilkiane Cargnelutti
Os brasileiros estão experimentando o gosto amargo das próprias escolhas. A maldade que tomou conta das redes sociais é um reflexo da moléstia que paira sobre a sociedade. Nelson Mandela foi preciso ao afirmar que, quando saísse em direção ao portão que o levaria à liberdade, sabia que, se não deixasse a amargura e o ódio para trás, ainda estaria na prisão. Talvez, as pessoas estejam adoecendo por estarem aprisionadas às suas emoções. Não conseguem mais desfrutar o sabor da liberdade e negociam, com certa facilidade, a felicidade pela razão. Cada vez mais, os ambientes virtuais estão sendo frequentados por pessoas com a tolerância atrofiada, que caminham a passos largos para o esfriamento completo do amor.
O debate de ideias é indispensável para o amadurecimento do indivíduo e para a constituição de um povo como sociedade. O contraponto consolida ou desfaz uma afirmação, e a troca de informações pode gerar sabedoria, mas somente a compreensão pode retirar do cárcere uma nação. Redes sociais não são espaços para envenenamento. Conscientes de que falam para um maior número de pessoas, os agressores devem ser proporcionalmente responsabilizados. A arte da guerra consistia em conhecer o inimigo para superá-lo. Nas redes sociais, a guerra não passa perto de ser uma arte e o adversário, quase sempre, usa pseudônimo para disseminar ódio e austeridade às mentes propensas à ignorância. Respeito e tolerância são condutas intrínsecas para a boa convivência.
Colocar-se no lugar do outro é um exercício que pode evitar que palavras destruam reputações e dizimem a esperança de dias melhores. Não somos "nós contra eles", mas todos contra a animosidade que sonega a paz e compromete as relações.
Jornalista
 
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