Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 05 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 05/04/2018. Alterada em 04/04 às 21h19min

Bitcoin: o longo caminho para a adoção

Milton Machado
O que deveria ser uma reprodução do dinheiro físico estatal no mundo virtual tornou-se um ativo financeiro para especulação. O Bitcoin foi originalmente descrito como "A Peer to Peer Electronic Cash System" (Um Sistema de Dinheiro Eletrônico Ponto a Ponto). A intenção dos criadores era tirar do estado o controle sobre a moeda e a riqueza das pessoas. Um sistema descentralizado, que não necessita de intermediários nas transações, reduz o poder de bancos e governos sobre o cidadão.
Por um motivo ou outro, o interesse pelo Bitcoin aumentou de repente, e também seu preço em moedas estatais. O crescimento da demanda foi absurdo, mas o da oferta, não. Esta é regulada por regras rígidas e imutáveis do sistema. Essa é uma das características mais fantásticas do Bitcoin: é impossível inflacioná-lo como os governos fazem com suas moedas para regular o poder de compra do cidadão. Criaram-se, assim, "bolhas especulativas", porém resilientes, que não estouram, só variam de tamanho. Então não são bolhas, mas volatilidade exacerbada pela novidade, assimetria de informação e interesses, além de incertezas e reações contraditórias dos que veem seu poder ameaçado. Em suma, a difusão do Bitcoin se deu em função da possibilidade de lucro rápido, e não da sua utilidade e propósito de sua criação.
Quando mais pessoas entenderem o que é Bitcoin, como funciona e toda a sua utilidade, passarão a utilizá-lo para transações diárias, começando com transferências entre pessoas físicas e depois pagamentos e empréstimos. O caminho é longo, mas promissor. Sabemos que o Estado não vai ceder o controle facilmente, já que a maior parte dos Estados modernos se formou por guerras e dominação forçada. O que virá por aí?
Engenheiro e empreendedor
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia