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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 29/03/2018. Alterada em 28/03 às 23h16min

A Capital vai recuperar e bem usufruir da orla

Finalmente, sairá mesmo a urbanização do Pontal do Estaleiro, na Zona Sul de Porto Alegre. Ali, onde funcionou, até 1995, o Estaleiro Só, cujo terreno foi arrematado em leilão judicial por R$ 7,2 milhões em 2005.
O novo empreendimento previsto para o local deverá ter aprovação pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smams). Estão previstos um shopping center, uma torre comercial incluindo hotel e um centro de saúde.
Além disso, o projeto da BM Par Empreendimentos e Leroy Merlin prevê, igualmente, um futuro Parque do Pontal, com 3,6 hectares para deleite dos moradores da região e frequentadores dos fins de semana, que hoje já disputam as áreas verdes próximas à Fundação Iberê Camargo.
Aí, realmente, haverá o aproveitamento inteligente de uma área que restou abandonada e sem qualquer uso por cerca de 23 anos, uma lástima.
Em 2009 ocorreu a realização de um plebiscito promovido pela prefeitura – o comparecimento não era obrigatório – para decidir sobre a construção, ou não, de torres residenciais na área.
Os porto-alegrenses que votaram, cerca de 30 mil, em uma população em torno de 1,4 milhão de pessoas, optaram pela negativa. Isso atrasou o reaproveitamento da gleba do Pontal do Estaleiro.
Na época da consulta popular sobre o aproveitamento da área do Estaleiro Só, houve quem afirmasse que teríamos, pelo resultado, um cenário de ilusões perdidas ou conquistas. Talvez reconquistas, como está sendo visto agora, com a licença prometida para construção no mês de junho.
Porto Alegre precisa de uma atração turística icônica, algo que atraia as pessoas à cidade, que os moradores possam levar parentes ou amigos que os visitam. E a orla do Guaíba tem tudo para ser esse lugar.
Ainda mais agora, com a entrega da primeira etapa do projeto de revitalização da orla do Guaíba, esperando interessados na exploração dos espaços próximos à Usina do Gasômetro para bares e restaurantes, com um atracadouro para os barcos de turismo da Capital, liderados pelo Cisne Branco. Tem também a largada das obras no Cais Mauá, com operações comerciais nos armazéns históricos. Aí, sim, a cidade poderá falar em turismo.
Promover o turismo aqui é ideia antiga, agora com ações inclusive de vereadores, com a Frente Parlamentar do Turismo (Frentur) da Câmara Municipal.
Porém, a cidade, em turismo, tem pouco ou quase nenhum avanço, salvo o turismo de eventos específicos. Por isso, até hoje Porto Alegre recebe turistas, mas tão somente de passagem.
Chegando ao aeroporto Salgado Filho, alugam carros e se dirigem, quase que invariavelmente, para a Serra, onde Gramado, Canela e Nova Petrópolis despontam, além da Região dos Vinhedos, cidades e locais cuja atração no Brasil é por demais conhecida há décadas.
A cidade fica, assim, com o denominado turismo de eventos, esporádicos, mesmo que importantes para a hotelaria e serviços afins.
Por isso, uma das maiores conquistas será atrair turistas. Com diálogo e relação respeitosa recíproca, os projetos começam a sair do papel, promovendo o desenvolvimento sustentável.
Quando for entregue a licença ambiental de operação e começar a funcionar o que está previsto para o reaproveitamento do Pontal do Estaleiro, os porto-alegrenses poderão aproveitar aquele pedaço da orla. É o que se espera.
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