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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 22/03/2018. Alterada em 21/03 às 21h14min

Jornais são fonte de referência com credibilidade

O presidente suspenso da Cambridge Analytica, Alexander Nix, disse em um vídeo secretamente gravado e divulgado que a campanha on-line de sua consultoria política baseada no Reino Unido desempenhou um papel decisivo na vitória do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na eleição de 2016. Foi o que bastou para que as ações da gigante das redes sociais desabassem nos últimos pregões. Ora, a divulgação sobre uso indevido de informações dos usuários está em linha com o alto índice de 70% de notícias falsas propagadas justamente através das redes sociais, segundo levantamento.
Seus comentários tornaram-se potencialmente um problema ainda maior para o Facebook à medida que enfrenta interrogações nos EUA e na Europa sobre o uso indevido da Cambridge Analytica de dados pessoais de 50 milhões de usuários do Facebook.
Com isso, a companhia perdeu quase US$ 50 bilhões de seu valor de mercado em apenas dois dias. Parlamentares dos EUA e da Europa exigiram uma explicação de como a consultoria obteve acesso aos dados e por que o Facebook falhou em informar aos seus usuários, levantando questões mais amplas da indústria sobre privacidade do consumidor e se há regulação mais rígida no horizonte.
Jornalistas veteranos lembram-se que quando começaram, lá pela década de 1960, muitos diziam que a chegada da televisão no Rio Grande do Sul acabaria com as rádios, então poderosas, com programas de auditório e novelas, além das transmissões esportivas. No entanto, os então jornalistas mais antigos daqueles anos riam e acalmavam os neófitos na profissão, dizendo que, quando eles começaram, o fim dos jornais fora previsto, com a chegada das rádios.
Ou seja, na mesma história o final foi mais do que feliz, ou seja, os jornais se adaptaram à chegada das rádios, como as rádios se adaptaram ao advento das tevês. No entanto, o texto escrito nos jornais, hoje conhecidos como mídia impressa, passa credibilidade pela desconfiança com as chamadas "fake news" das redes sociais da internet. Nele, ninguém pode se esconder sob o anonimato. Nas redes sociais, uma notícia falsa ganha compartilhamento sem que muitos, talvez a maioria, confira o que está ali. Com isso, problemas, como, agora sabemos, alcançaram até mesmo uma desembargadora do Rio de Janeiro.
Porém, hoje, jornais, rádios e tevês lidam muito bem com a internet e suas redes sociais, sem dificuldade. Há espaço e públicos para todos os meios de comunicação que acabaram por se complementar e não se excluíram.
Cabe aos veículos que levam as notícias, os programas e a cultura ao povo terem sempre em mente o bem comum. O que não se pode e não se deve é ser antidemocrático, dando lugar ao contraditório. Que o profissional exerça a história do conhecimento levando ao povo o que ele tem interesse ou deve saber. No entanto, a erudição do profissional deve ser diversificada sem dar lugar a discussões impenetráveis.
Iluminar um raciocínio com histórias de conteúdo informativo e esclarecedor, seja nos jornais, rádios e tevês. A humanidade vem produzindo e armazenando informação há séculos e assim continuará. Cabe às empresas que levam as notícias, os programas e a cultura ao povo terem sempre em mente o bem comum. Assim, nada sairá de moda, dos jornais à internet. Cada veículo com sua identidade, sua proposta e seus conteúdos de credibilidade.
 
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