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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 16/03/2018. Alterada em 15/03 às 21h18min

O Brasil entre a insegurança e a utopia política

O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), no Rio de Janeiro, escancarou, outra vez, a insegurança que o País está vivendo. Todos querem ações, mas, conflitantemente, muitos criticam a intervenção federal na segurança pública lá.
Ora, esse é um trabalho que exigirá tempo, recursos, inteligência e interação entre os militares federais e as polícias Civil e Militar. As frases são repetidas à exaustão, clamando por justiça e apuração rápida do atentado, considerado como algo vinculado ao trabalho político da vereadora, que denunciava excessos policiais, tráfico de drogas, milícias e o abandono social de regiões pobres no Rio.
Brasileiros enviam mensagens para os jornais reclamando da classe política e exigindo mais segurança. No entanto, os atuais governantes, em todas as esferas - União, estados e municípios -, além de Congresso Nacional, assembleias estaduais e câmaras municipais, foram ungidos por nós todos, eleitores, de maneira livre e democrática.
Antes disso, como agora veremos, por conta do pleito de outubro, os candidatos a cargos eletivos estiveram nas rádios e televisões durante o horário da propaganda, fazendo propostas. Muitas, realmente, utópicas, um desejo que, por falta de meios financeiros, ou mesmo de tempo, jamais serão concretizadas, segurança pública incluída.
Eles sabem disso, mas levam à população mensagens positivas, ainda que quando as percepções do que prometem e os seus pensamentos chegam à consciência, imediatamente são confrontados com a realidade da escassez.
Depois de eleitos, cairão na realidade. Mas teremos pessoas das mais diversas classes pedindo o voto dos eleitores prometendo "lutar" por novas e diversas conquistas materiais, sociais e com foco, como sempre, em educação, saúde e segurança, o legado das manifestações que recrudesceram a partir da morte da vereadora carioca.
Agora, o que o Brasil quer é ver restabelecido o império da lei, o julgamento, a punição dita "exemplar" pela morte da vereadora, termo que, na prática, poucos entendem do que se trata, pois a punição deve cumprir os ritos legais estipulados nos códigos penais.
Porém, há que haver coerência, inclusive, e principalmente, nas críticas à intervenção federal no Rio de Janeiro. Ou, então, quem sairá vencendo, novamente, será o crime organizado, em prejuízo justamente das populações mais desprotegidas.
O clamor emocional, mais do que justificado, pedindo elucidação rápida e a prisão dos assassinos de Marielle Franco, precisa, sim, de uma resposta urgente.
As autoridades policiais estaduais e federais dizem que estão trabalhando para alcançar esse intento, em consonância com o repúdio nacional e internacional ao infausto acontecimento.
Na retaguarda da violência que assola o País, temos figuras proeminentes que assaltaram o erário. Porém, os maus exemplos vindos de cima não explicam por que mentes pouco esclarecidas enveredaram na senda da criminalidade em busca do ganho fácil, afastando-se do labor produtivo, da formação social advinda dos bons exemplos.
Que o triste episódio do Rio de Janeiro sirva para unir a maioria das pessoas de bem, desde as principais autoridades até os anônimos agentes policiais que tratam de dar, ou restaurar, a segurança de que todos nós necessitamos nas ruas deste imenso e querido Brasil.
 
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