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Porto Alegre, terça-feira, 23 de agosto de 2016. Atualizado às 22h02.

Jornal do Comércio

Panorama

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Notícia da edição impressa de 24/08/2016. Alterada em 23/08 às 16h59min

60 anos de carreira da artista Clara Pechansky é celebrado no Margs

Clara Pechansky celebra 60 anos de arte

Clara Pechansky celebra 60 anos de arte


ANTONIO PAZ/JC
Cristiano Vieira
Clara Pechansky celebra seis décadas de muita arte com intensas atividades nos próximos meses. A primeira delas é a exposição Rememórias, que abre no Margs a partir deste sábado, às 11h. A mostra está estruturada com obras de seis personagens criados pela artista ao longo de sua trajetória. A segunda parte das celebrações incluem exibições do curta-metragem Clarita, produzido e dirigido por Flávia Seligman, sobre a vida e obra da artista.
Clara é desenhista, gravadora, pintora e um nome fundamental para a história da arte. Seus desenhos e gravuras já percorreram os cinco continentes e ilustram livros, revistas, jornais, convites, cartazes e outras peças gráficas.
Natural de Pelotas, Clara Pechansky tem na figura humana um de seus objetos mais amados de desenho. É a partir dela que começa a se manifestar a arte, ainda na infância. Aos 15 anos, a menina-prodígio entra na Escola de Belas-Artes de Pelotas, de onde sai formada aos 19 anos.
"Sempre tive um fascínio pelo corpo humano. Nasci em uma época que não existia televisão nem internet. Nossa fonte de informação era o livro, a enciclopédia. Desde pequena, frequentando a Biblioteca Pública da cidade, aprendi muito sobre história da arte", relembra Clara. Os traços da estatuária grega, diz, eram objeto de grande interesse da jovem artista.
A prática em desenho de Clara foi toda construída com foco no corpo humano. "Nunca me interessei por outro modelo, pois creio que a figura humana oferece todas as possibilidades em termos de movimentos, variações etc", explica a pelotense.
Apesar da explosão de cores que se percebe na foto em detalhe, no início da carreira não era assim. O desenho em preto e branco pontuou grande parte da trajetória inicial da artista.
Na mostra que abre no Margs, um dos seis personagens, o Anjo, é retratado sempre deste modo. "Trabalhei muitos anos somente com o preto. Só fui buscar a cor bem mais tarde. Ela surge com força, com certo poder, quando saio do desenho em papel e migro para a pintura", relembra.
A mostra tem a curadoria das historiadoras Paula Ramos e Joana Bosak. Todas as cinco salas do segundo andar do Margs receberão as obras. Além do Anjo, outros cinco personagens estarão no Margs. Três deles retratam diferentes faces de Clara: o Mágico, a Dama e o Quixote. Os outros dois, o General e o Candidato, abordam a situação política do Brasil nos anos de chumbo, mas possuem surpreendente atualidade nos dias que atuais do País. Essas figuras permeiam toda a obra da artista, e aparecem em desenhos, gravuras e pinturas.
No sábado, na abertura da exposição Rememórias no Margs, será exibido o curta metragem feito por Flávia Seligman. As sessões ocorrerão às 12h, 12h30min, 13h, 13h30min e 14h. Clarita enfoca a história da artista, e tem depoimentos de amigos como Anico Herskovits, Alfredo Nicolaiewsky, Liana Timm, Miriam Tolpolar e o olhar crítico do professor Paulo Gomes, da curadora Paula Ramos e da escritora Christina Dias.
Durante o período da exposição, que vai até 25 de setembro, haverá outras sessões do filme, no mesmo local - algumas com comentários da diretora, outras dos amigos, e também da própria Clara. A agenda completa pode ser consultada em www.margs.rs.gov.br.
Ativa, Clara mostra ter mil planos pela frente. Entre eles, está a 27a edição do projeto Miniarte, ainda em 2016, com destaque para obras em pequenos tamanhos e que se mostrou um sucesso. Também está na agenda da artista uma exposição para encerrar as celebrações dos 20 anos da Galeria Gravura, espaço comandado por Regina Galbinski Teitelbaum em Porto Alegre. "Não tenho motivos para parar. Tudo na minha vida foi ocorrendo aos poucos, planejadamente, e continuarei assim", completa.
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