Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 03 de outubro de 2016. Atualizado às 21h43.

Jornal do Comércio

Panorama

COMENTAR | CORRIGIR

cinema

Notícia da edição impressa de 18/08/2016. Alterada em 18/08 às 10h48min

Com Rodrigo Santoro, remake de Ben-Hur estreia hoje nas telas do cinema

Jack Huston interpreta Ben-Hur em remake que estreia hoje

Jack Huston interpreta Ben-Hur em remake que estreia hoje


PARAMOUNT/DIVULGAÇÃO/JC
Cristiano Vieira
É muito difícil, para não dizer quase impossível, uma refilmagem ficar à altura da primeira versão. Se esse remake envolve um dos maiores clássicos do cinema, então, a tarefa é dificílima - é o caso deste Ben-Hur que chega hoje às telonas, dirigido por Timur Bekmambetov (de O procurado).

O novo Ben-Hur:

Neste caso, a melhor alternativa para o diretor é não fazer um produto fiel ao primeiro porque as comparações, inegavelmente, serão negativas. Esta parece ser a escolha de Bekmambetov, que filmou um Ben-Hur mais carregado dramaticamente que o primeiro longa, dirigido por William Wyler em 1959. Também há mais espaço para uma fotografia exuberante, com longos takes dando destaque à paisagem desértica comumente associada à trama bíblica. Contudo, isso não garante um grande filme - quando muito, o resultado é mediano.

O primeiro Ben-Hur:

O enredo é praticamente igual, partindo de um dos mais antigos conflitos humanos que se tem notícia: a rivalidade entre irmãos (vide Caim e Abel). Não importa se o motivo dela é inveja, crença política ou ciúmes, este tipo de disputa, quando bem aproveitada, rende filmaços - quem esquece do maravilhoso O que terá acontecido a Baby Jane?, de 1962, com Bette Davis maltratando até não poder mais a irmã doente, vivida por Joan Crawford?
Aqui, o príncipe Judah Ben-Hur (Jack Huston no papel que foi de Charlton Heston) e seu irmão adotado, Messala (interpretado Toby Kebbell), são muitos amigos até este último resolver largar a boa vida em Jerusalém para se integrar às legiões romanas.
Anos depois, Messala retorna à cidade, já como alto centurião do exército romano, e uma tentativa de assassinato de Pôncio Pilatos (seu comandante) feita por rebeldes coloca Roma contra os judeus. Assim, Messala se volta contra o meio-irmão e sua família, condenando-o a trabalhos forçados como escravo das embarcações romanas.
Depois de cinco anos manejando os remos das galés à base de chicotadas, Ben-Hur consegue escapar após seu barco ser destroçado em meio a uma batalha no Mar Jônico contra os gregos. Ele começa, então, sua jornada em busca de vingança. Em meio a tudo isto, Jesus Cristo (Rodrigo Santoro) consola os mais pobres, ajuda os escravos e termina o filme na clássica cena da crucificação.
Jesus Cristo é intepretado por Rodrigo Santoro
Jesus Cristo é interpretado por Rodrigo Santoro. Foto Paramount/Divulgação/JC
À exceção de Huston - longe do carisma de Heston, mas que mesmo assim entrega decentemente seu Ben-Hur - todos os outros nomes do elenco exibem um verniz artificial em suas interpretações. Mesmo Morgan Freeman como Sheik Ilderim (uma espécie de Sr. Myiagi da antiguidade, treinando à exaustão Ben-Hur na arte de corridas de bigas) está longe de seus melhores personagens.
A clássica cena, da disputa de bigas entre Ben-Hur e Messala, rende o melhor momento do filme: é ágil, dando destaque para os cavalos e os competidores literalmente se destroçando em meio à areia quente da arena. A briga entre os irmãos se resolve, enfim, mas com um desfecho diferente do longa original.
Na década de 1950, Ben-Hur teve os maiores orçamentos e os maiores cenários construídos em Hollywood até então. A MGM investiu US$ 15 milhões para fazer o longa, que rendeu 10 vezes mais: chegou a US$ 149 milhões e ainda levou 11 Oscars, incluindo melhor ator, diretor e filme. Um recorde.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
camila vazquez 03/10/2016 19h41min
Eu realmente gosto do remake, eu acho que foi uma boa decisão para assumir essa história maravilhosa.Rodrigo Santoro cada vez mais nos surpreende com suas performances, que são mais do que perfeito, eu realmente gostei muito a maneira como ela se desenrolou neste trabalho. Ontem eu vi que estreou uma série chamada Westworld e para minha surpresa Santoro é um dos protagonistas. E eu amei a história.