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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de junho de 2016. Atualizado às 19h52.

Jornal do Comércio

Panorama

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Concerto

Notícia da edição impressa de 21/06/2016. Alterada em 20/06 às 17h02min

Maestro chinês rege a Ospa no Salão de Atos da Ufrgs

Maestro chinês Guoyang Zhang rege hoje a Ospa

Maestro chinês Guoyang Zhang rege hoje a Ospa


ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
Cristiano Vieira
Um encontro musical entre Oriente e Ocidente promete surpreender quem comparecer, hoje, ao Salão de Atos da Ufrgs, às 20h30min, na Capital. A regência do concerto da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) ficará a cargo do maestro chinês Guoyang Zhang, um dos expoentes da música clássica da China. Os ingressos custam entre R$ 10,00 e R$ 20,00, à venda no local a partir das 11h até a hora do espetáculo.
Diretor do departamento de regência do Conservatório de Música de Xangai, será a primeira apresentação de Zhang em Porto Alegre. A obra que abre o programa, Festa das tochas (Torch Festival), segundo o maestro, traça um cenário de jovens cantando e dançando em torno de um fogo. A criação é de Wang Xilin.
"Há 55 minorias espalhadas pela China, e o compositor Xilin se inspirou nas tradicionais canções de Yunan para compor Torch Festival", esclarece ele, por e-mail, antes de embarcar para a longa viagem até o Sul do Brasil. Localizada no Sudoeste da China, a província de Yunan é conhecida pela sonoridade característica dos seus muitos grupos étnicos.
Sob a batuta de Zhang, os músicos da Ospa interpretarão também obras de Ludwig van Beethoven (1770-1827) e de Dmitri Shostakovich (1906-1975) - este último, conforme Zhang, "autor de uma das maiores sinfonias, a Quinta".
A monumental Sinfonia nº 5 foi composta por Shostakovich em 1937. Inovador, recebeu duras críticas do governo stalinista, o compositor escreveu a peça, que veio a se tornar uma das suas mais famosas composições, como uma resposta à censura que sofreu na primeira metade dos anos 1930. A obra explorou temas que agradavam ao gosto estético do Estado Soviético sem, no entanto, assumir um caráter simplista.
O maestro ressalta que a história da música clássica na China é relativamente recente - a partir da Revolução Cultural este interesse se expandiu. Hoje, são cerca de 50 orquestras espalhadas pelo país e que "têm tido sucesso em cativar o público".
O pianista Ratimir Martinovic, natural do país de Montenegro, é o solista convidado. Ele fará os solos do Concerto nº 1 para piano e orquestra, de Beethoven. Fruto dos primeiros anos do compositor em Viena, a peça foi escrita para uma de suas apresentações públicas como solista, possibilitando ampla demonstração de virtuosismo. Martinovic é professor na Academia de Artes em Novi Sad (Sérvia) e um dos fundadores do Festival Internacional de Arte de Kotor (Montenegro). Também é a sua estreia em Porto Alegre.
Zhang estudou com o reconhecido regente Gennady Rozhdestvensky no Conservatório de Moscou, instituição pela qual se doutorou. Possui experiência com repertório sinfônico, de ópera, balé e coral. Especializou-se na produção da Rússia, tornando-se expert na condução de sinfonias de Shostakovich. Em 2006, foi convidado integrar o júri do oitavo Concurso Internacional de Regência de Cadaqués (Espanha), e em 2012 e 2013, foi convidado a reger apresentações no Festival de Música Moderna de Beijing.
No momento da clássica pergunta - "O que ele espera do concerto em Porto Alegre?"- o regente destaca o profissionalismo dos ensaios com o elenco da Ospa e promete uma certa revigorada no programa, graças ao Torch Festival. "Como sou o primeiro maestro chinês que se apresenta na Capital, acredito que a apresentação da peça sinfônica chinesa será um ar fresco para os brasileiros", avisa.
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