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Cinema Notícia da edição impressa de 07/04/2016. Alterada em 06/04 às 17h18min

Maggie Smith: uma senhora atriz

SONY PICTURES/DIVULGAÇÃO/JC
Maggie Smith interpreta idosa que vive em uma antiga van

Cristiano Vieira

Desnecessário apresentar a inglesa Maggie Smith, protagonista deste A senhora da van, longa dirigido por Nicholas Hytner que chega hoje aos cinemas. Aos 81 anos, ela é uma das mais importantes atrizes britânicas vivas e aqui interpreta uma idosa que, entre meados dos anos 1970 até 1984, viveu dentro de uma van estacionada nas ruas do famoso bairro de Camden Town, em Londres.
Maggie Smith integra - junto com Vanessa Redgrave e Judi Dench - o santíssimo trio de grandes atrizes inglesas que transitam pelo teatro, pelo cinema e pela televisão. Seu rosto é bem conhecido de produções como Downton Abbey (série de TV em que fez a impagável e mordaz Condessa Violet Crawley durante seis temporadas), os longa-metragens da saga Harry Potter (como a professora Minerva McGonagall) e a comédia O exótico Hotel Marigold, entre outras.
Ela protagoniza a história verídica da sra. Sheperd, uma mulher de origem incerta que, por muitos anos, viveu dentro de uma van - insistentemente pintada de amarela por ela própria - em um bairro londrino. Alvo de comentários jocosos por parte dos vizinhos (que a consideram uma mendiga), a idosa encontra no amistoso Alan Bennet (dramaturgo inglês e autor do roteiro do filme) alguém em quem pode confiar.
Irascível, com jeito de poucos amigos e desconfiada de todos, a sra. Sheperd destila comentários e frases de efeito na direção de todos os moradores. Uma delas, insistentemente, tenta agradá-la e leva uma cesta com pêras. A idosa, sem titubear, diz que "pêras me deixam estufada" e nem agradece. O aparente desdém, que pode ser confundido com falta de educação da personagem, contudo, é uma camuflagem para protegê-la do seu misterioso passado.
Ainda com a magnífica e recente encarnação da Condessa Crawley viva em nossa mente, é difícil desvincular Maggie Smith do personagem de Downton Abbey. O olhar, as frases certeiras, a postura, tudo lembra a condessa - o que não é ruim, pelo contrário: o sarcasmo usado na medida pela atriz em seus personagens virou sua marca registrada. Bem editado e com uma história linear, A senhora da van tem tudo para agradar quem procura um filme simpático, com momentos dramáticos e momentos de comédia.
O próprio diretor chegou a conhecer a sra. Sheper original. Quando Hyrtner morava na região nos anos 1980, costumava passar pela Gloucester Crescent, rua arborizada em que viviam conhecidos nomes artísticos da cena teatral e literária londrina da época. Ele lembra de uma antiga van amarela, estacionada na entrada da garagem da casa número 23 da rua - onde morava o dramaturgo e autor do texto, Alan Bennet.
Lentamente, Bennett se tornou a pessoa com quem ela se relacionava na rua. "Porque eu morava em frente", lembra. "Ela usou uma ou duas vezes o meu banheiro e acho que pediu o telefone uma vez. Mas ela nunca quis nada, nem comida nem qualquer outra coisa."
Conforme Bennett, a idosa se mantinha praticamente isolada, quieta em seu mundinho de sacolas e objetos velhos. "Mas, quando eu estava escrevendo ou tentando escrever, muitas vezes ficava apenas olhando para fora pela janela. E a van estava na minha linha de visão", conta ele. "Seu dia começava com as portas da van sendo teatralmente escancaradas e, em seguida, vários sacos, de conteúdos indistintos, eram arremessados para fora. Duas pernas brancas apareciam e ela saia pela traseira. Eu me acostumei a tudo isso, e ao som da porta da van", relembra o dramaturgo inglês.
Durante algum tempo, a srta. Shepherd ficou estacionada legalmente na rua. Contudo, foram pintadas faixas proibindo parar em algumas áreas. A van teria que sair de onde estava. "Naquele momento, eu disse que ela poderia colocar a van na minha entrada de garagem, pensando que seria por alguns meses. Ele acabou ficando 15 anos, até morrer, em 1984", relembra ele.
Os moradores da região colocaram uma placa na casa, lembrando que ali viveu, por muitos anos, a senhora da van. O relato deu origem a um filme na medida para o talento de Maggie Smith.
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