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AGRONEGÓCIOS Notícia da edição impressa de 19/04/2010

Bolsas de mercadorias resistem ao tempo

Segurança para quem compra e para quem vende mantém operação em 15 cidades brasileiras

Ana Esteves

BBM Porto Alegre/Divulgação/JC
Transparência atrai, afirma Silva.
Transparência atrai, afirma Silva.

A agitação típica das negociações das bolsas de valores, substituída há pouco tempo pelos sistemas eletrônicos, se perpetua em 15 remanescentes espalhadas por todo o Brasil. São as bolsas de mercadorias, que movimentam o agronegócio gaúcho, com a comercialização de grãos e produtos pecuários. Uma das mais movimentadas tem sede em Porto Alegre e coloca à disposição do arroz ao coco.

“Essa é uma das vantagens que tem feito cada vez mais pessoas procurarem as bolsas de mercadoria: podem vender com segurança para todo o País”, afirma o vice-presidente regional da Bolsa Brasileira de Mercadorias do Estado (BBM-RS), Jair Almeida da Silva. Em 2008, a casa foi responsável pela comercialização de R$ 455,7 milhões, em um total de 1,36 milhão de toneladas de produtos diversos, com destaque para arroz e trigo. No ano passado, foram R$ 336,4 milhões negociados e um volume de 1,87 milhão de toneladas. Em 2010, o volume alcança até agora 600 mil toneladas, principalmente de trigo, e chega a R$ 108 milhões.

Uma das grandes diferenças da BBM para as outras bolsas de mercadorias é que ela não opera apenas com os produtos da Conab - arroz, algodão, trigo, soja, vinho - atuando também de forma independente, através de leilões privados. Silva destaca que o arroz é um dos principais produtos de operação na bolsa no Rio Grande do Sul, mas que também opera fortemente com trigo, vinho e milho. “Isso varia de ano para ano, de acordo com mercado e necessidade”, salienta. A novidade para este ano é o lançamento da bolsa de carne, que já funciona experimentalmente no Mato Grosso e em breve deve estar disponível para os gaúchos.

O vice-presidente destaca que a grande vantagem da bolsa é a clareza que ela traz para as operações e a segurança para as duas partes envolvidas: o produtor tem a garantia de que vai vender e receber e o comprador de que vai ter aquele produto especificado. Além disso, toda operação da bolsa parte de uma classificação prévia dos produtos por um órgão oficial, que passam por inspeção, certificação de qualidade, mais uma confirmação de depósito. Silva diz que no caso da BBM todas as operações passam pela BM&F, que dispõe de um cadastro centralizado a nível nacional, com todo o histórico de compradores e vendedores. “Um cadastro positivo, pois caso a pessoa tenha alguma restrição de crédito, não vai poder operar no sistema de bolsa”, lembra.

Ele explica que a bolsa tem mais de 30 anos e começou como Bolsa de Mercadorias do Rio Grande do Sul. Depois se fundiu com a BBM, após a iniciativa da BM&F de incorporar bolsas de vários estados. Hoje são sete bolsas da BBM. Incluindo a gaúcha, as demais operam no Paraná, em São Paulo, em Goiás, no Ceará, no Mato Grosso e em Minas Gerais.”

Além das bolsas vinculadas à BBM, funcionam em todo o País cerca de 20 independentes, ligadas à Associação Nacional de Bolsa de Mercadorias e Cereais (ANBN) que contam com algumas peculiaridades. “No nosso caso, os corretores deixaram de lado o terno e a gravata para ir a campo, conhecer de perto o negócio dos clientes e efetuar as negociações”, conta o presidente da ANBN, Luiz Roberto Ferrari. Segundo ele, as bolsas vivem, basicamente, das receitas obtidas pelos negócios feitos nos leilões da Conab, por meio do Sistema Eletrônico de Comercialização, criado em 1991. “Somos prestadores de serviço da Conab”, ressalta.

Ferrari explica que a grande diferença entre as bolsas de mercadoria e a BM&F é que a primeira trabalha com fins lucrativos, projeta preços e tem liquidações financeiras. “No nosso caso, não temos fins lucrativos e trabalhamos com liquidações físicas, com a venda e entrega de mercadorias.” Segundo o presidente, o interesse dos produtores pelas negociações na bolsa tende a crescer, especialmente pela segurança do negócio. “É uma questão de mudança cultural que está ocorrendo aos poucos”, diz.

Arroz em casca domina os negócios na região Sul

Uma das parceiras da Conab do Rio Grande do Sul é a Bolsa de Mercadorias do Extremo Sul, de Pelotas, criada há 10 anos e que conta hoje com 11 corretoras vinculadas. O presidente da bolsa, Maurício Rodrigues Ferreira, diz que as vendas se concentram no arroz em casca, principalmente através de leilões públicos. Por meio do sistema interligado da companhia é possível vender um lote oriundo no Rio Grande do Sul para todo o Brasil. As operações são feitas principalmente via contratos de opção, PEP, Pepro, recompra e repasse.

Em 2009, foram realizados leilões de contrato de opções de um total de 656,6 milhões de toneladas de arroz para todo o Brasil. Essa modalidade de leilões dá a segurança de dinheiro futuro, em função do preço fixado por seis meses, podendo os produtores antecipar ou não os contratos. Além da segurança de preço, exerce opção e entrega para o governo. O executivo qualificou a atual situação de mercado do arroz como estável, apesar da previsão de quebra na safra e da pequena tendência de alta. “A indústria vai receber menos arroz e 60% do que é depositado é de arroz verde. O mercado deve seguir com estabilidade.”

O presidente diz que os leilões privados ainda ocorrem com pouca frequência na bolsa do Extremo Sul. “Acredito que por uma questão de cultura, a adesão é baixa por não se ter plena certeza do produto que está depositado no silo”, diz.

O vice-presidente regional da BBM, Jair Almeida da Silva, explica que o produtor que tiver interesse em negociar via bolsa deve, em primeiro lugar, contatar uma corretora associada à BBM, identificar a localização do produto - que precisa ter um certificado de depósito de um armazém credenciado. Após, o produtor, juntamente com a corretora, definem as condições de venda, à vista ou a prazo.

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