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Publicada em 25 de Outubro de 2026 às 21:53

Prorrogação do horário de votação surpreende Justiça Eleitoral gaúcha

TRE-RS deve ter até quarta-feira os dados consolidados sobre o horário de fechamento das seções do Estado

TRE-RS deve ter até quarta-feira os dados consolidados sobre o horário de fechamento das seções do Estado

Fernanda Bigio Davoglio/Especial/JC
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O segundo turno das Eleições de 2026 foi marcado por um momento inédito na história da Justiça Eleitoral desde a introdução da urna eletrônica, em 1996, com a decisão de prorrogação do pleito até as 19h. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), que registrava um dia de votação tranquilo durante todo o domingo, foi surpreendido pela determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e validado pela Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O principal desafio do Tribunal Gaúcho diante da decisão de última hora, foi a comunicação com os municípios e zonas eleitorais. O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RS, Daniel Wobeto, indicou que a comunicação foi realizada majoritariamente via WhatsApp e de acordo com o tempo possível diante da publicação da liminar.
De acordo com Wobeto, o levantamento exato de quais seções tiveram o horário de funcionamento estendido no Estado deve ser oficialmente divulgado até quarta-feira. A previsão é de que a maioria das seções gaúchas encerrou às 17h.
O coordenador da Comissão de Combate à Desinformação do TRE-RS, Luciano Losekann, foi o primeiro a se pronunciar sobre a situação no âmbito regional por volta das 17h, horário marcado para o fechamento das urnas, e explicou a inviabilidade de reabrir as urnas já encerradas. Com isso, a extensão do horário ficou restrita às seções que ainda estavam em funcionamento. A logística de transporte dos equipamentos fechados seguiu normalmente, enquanto a totalização dos votos foi temporariamente suspensa até as 19h.
Em seu pronunciamento oficial, a presidente do TRE-RS, desembargadora Maria de Lourdes Galvão Braccini de Gonzales, destacou a estabilidade do processo eleitoral no Estado ao longo do dia, antes da liminar. A presidente vetou qualquer tentativa de reabertura ou votação paralela.
Na área da segurança, a Brigada Militar mobilizou mais de 8,5 mil policiais nas ruas do Estado. Conforme o comandante-geral da corporação, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, foram registradas 34 ocorrências relacionadas ao pleito até as 17h. Entre os casos estavam boca de urna, desobediência, violação do sigilo do voto, dano a urna eletrônica, propaganda irregular e apreensão de material de campanha. Não foram registradas novas ocorrências até às 19h.
Para a advogada especialista em direito eleitoral, Livia Medeiros, a decisão do ministro do STF e do TSE, abre possibilidades de questionamento sobre a inconstitucionalidade da decisão. “Se comprovarem que a decisão é inconstitucional e que acabou atrapalhando a condução do processo eleitoral, há possibilidade de anular a eleição”, afirmou. No entanto, a advogada acredita que a anulação é muito remota, já que foi baseada na impossibilidade de alguns eleitores acessarem os seus locais de votação e teve aval do próprio Tribunal Superior Eleitoral.

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