O Senado federal terá uma composição mais conservadora a partir de 2027, uma vez que os principais partidos de centro-direita ampliaram suas bancadas após as eleições de 2026. No total, 13 partidos terão representantes entre os senadores.
Neste ano, os eleitores escolheram 54 senadores para as 81 vagas disponíveis. Cada estado elegeu dois representantes. No Rio Grande do Sul, os dois eleitos para o Senado foram Marcel van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL).
Na disputa pelo Senado em 4 de outubro, o maior vencedor foi o PL. Apesar de já ser a maior bancada daquela Casa Legislativa, o partido ampliou sua bancada de 15 senadores para 28.
A segunda maior bancada é a do PT, que manteve os nove assentos. Em terceiro, o MDB conta com oito parlamentares.
Além do PL, outras três legendas aumentaram o número de senadores nesta eleição: o Novo passou de zero para três parlamentares; o União Brasil, de três para cinco; e a Rede, de zero a um.
Quanto às três vagas do Rio Grande do Sul, a bancada gaúcha será formada por Hamilton Mourão (Republicanos) e os dois senadores eleitos nesse pleito, Van Hattem e Sanderson.
Um terço do Senado – 27 parlamentares – não disputaram o pleito deste ano, porque seguem no cargo até 2030. O mandato ao Senado é de oito anos. Esses senadores foram eleitos em 2022.
Com a composição mais conservadora, o Senado pode encaminhar pautas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a anistia para os envolvidos nos protestos de 8 de janeiro de 2023 na Praça dos Três Poderes e a diminuição da maioridade penal.
No Senado, são necessários 41 votos para aprovar projetos de lei por maioria simples. Para uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), é preciso a aprovação de três quintos da casa (49 senadores) em uma votação de dois turnos. No caso de julgamento de impeachment de presidentes ou ministros do STF, a votação precisa de maioria com dois terços da casa (54 votos).