Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul neste domingo (4), em primeiro turno, com 58,05% dos votos válidos, e vai comandar o Estado de 2027 a 2030 ao lado de sua vice, Silvana Covatti (PP). Ele ficou à frente dos adversários Juliana Brizola (PDT), com 31,65%, Gabriel Souza (MDB), com 8,43%, e Marcelo Maranata (PSDB), com 1,68% - os demais candidatos pontuaram menos de 1%.
Em coletiva de imprensa concedida após o resultado, Zucco teceu um discurso conciliador, em que agradeceu aos adversários, disse querer conversar com todos para buscar sugestões, e pediu um “pacto de união” pelo Rio Grande do Sul.
“Se a gente é bom de briga, a gente também é bom de união. A história já provou que quando o gaúcho se uniu, ninguém nos segura. Essa é a primeira convocação que eu quero fazer a todos os gaúchos: um pacto de união pelo nosso Estado”, disse Zucco. Em outro momento, o governador eleito acrescentou:
“A campanha terminou hoje. Eu respeito meus adversários, vou conversar com todos eles, quero buscar sugestões. Agora somos todos Rio Grande”.
Questionado sobre a articulação do próximo Executivo com a Assembleia Legislativa eleita, Zucco afirmou que vai “dialogar com todos, inclusive com partidos de centro-esquerda”.
“Nós vamos trabalhar as pautas que importam para o Rio Grande do Sul, e os partidos que entenderem que podem agregar valor, que podem se somar, para que a gente realmente tenha uma maturidade política que entregue resultado para o Estado, assim eu farei”, disse o governador eleito.
Ele também afirmou ter ficado surpreso com a eleição em primeiro turno, e que sua coligação - composta por PL, Federação União-PP, Republicanos, Podemos, Novo e Democracia Cristã - se preparam para uma disputa em dois turnos.
Além disso, Zucco disse que não observa “terra arrasada” no Rio Grande do Sul, e que conversou com o atual governador, Eduardo Leite (PSD), para encaminhar uma agenda visando ajustar os detalhes da transição de governo.
“A conversa com o governador foi muito respeitosa, e ele me parabenizou. Logicamente que ele antecipou que não era uma conversa para a gente detalhar, e eu pedi uma audiência com ele, pedi para conversar. Ele se deixou à disposição, foi extremamente respeitoso, nos parabenizou, mas logicamente que a gente não vai antecipar nada referente à transição ainda”, afirmou o governador eleito, que indicou para a possibilidade de anúncio já nesta primeira semana após o primeiro turno.
Eleições de aliados no Sul e Sudeste: “vantagem enorme”
Durante toda a campanha, Luciano Zucco apontou para um objetivo de reunir governadores aliados do Sul e do Sudeste para articular em Brasília temas de interesse dessas regiões.
Com a vitória de candidatos do PL nos três estados do Sul - Jorginho Melo (SC) e Sergio Moro (PR) -, o governador eleito no Rio Grande do Sul observou uma “vantagem enorme” de unir lideranças estaduais para pautas conjuntas.
Ele indicou para a possibilidade de união dos estados do Sul para temas de segurança. “É uma vantagem enorme estarmos no mesmo partido, somos três amigos, e com certeza será uma estratégia nós reunirmos as forças de segurança para trabalhar de forma integrada”, afirmou Zucco.
“Vamos entrar em campanha muito forte para eleger Flávio”
Luciano Zucco afirmou que se dedicará nas próximas semanas para fazer campanha para o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno - marcado para 25 de outubro - com o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Nós vamos agora entrar em uma campanha muito forte para eleger também Flávio Bolsonaro presidente do Brasil”, disse o governador eleito no Rio Grande do Sul. Ele completou: “Já a partir desta semana nós vamos começar a organizar a transição, mas logicamente ainda temos uma campanha nacional vigente. E aqui, Região Sul, eu, o Jorginho (Mello, PL, reeleito governador de Santa Catarina) e Sergio Moro (PL, eleito governador do Paraná), os três do mesmo partido, vamos entrar muito forte para eleger Flávio Bolsonaro”.
Ele ainda apontou que, caso Flávio seja eleito presidente, buscará articular soluções para a dívida do Rio Grande do Sul com a União - atualmente superior a R$ 100 bilhões - junto a outros estados devedores e que têm governadores aliados de Zucco, como é o caso de Minas Gerais, com o governador eleito Cleitinho (PL), e São Paulo, com o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos.