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Publicada em 04 de Setembro de 2026 às 20:53

Em delação rejeitada, Vorcaro diz que doação a Bolsonaro e Tarcísio era propina articulada por Kassab

O acordo com Kassab, segundo Vorcaro, previa o pagamento de 5% do resultado líquido das operações com o Credcesta

O acordo com Kassab, segundo Vorcaro, previa o pagamento de 5% do resultado líquido das operações com o Credcesta

Márcio Gustavo Vasconcelos/Reprodução/JC
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Agências
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada rejeitada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022 foram um pagamento de propina articulado junto a Gilberto Kassab, presidente do PSD.
 
Bolsonaro concorreu à Presidência e perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT); ele recebeu, como doação oficial, R$ 2 milhões de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Tarcísio recebeu outros R$ 3 milhões, foi eleito governador de São Paulo e Kassab se tornou seu secretário de Governo.
 
O relato, revelado pelo UOL e confirmado pela Folha, consta em três propostas de delação feitas por Vorcaro - todas recusadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República, que não viram nos relatos fatos inéditos.

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