Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 08 de Junho de 2026 às 19:52

Eduardo Leite defende concessões rodoviárias na CPI dos Pedágios

Governador disse ter "absoluta convicção" de que concessões "estão corretas"

Governador disse ter "absoluta convicção" de que concessões "estão corretas"

MARCELO OLIVEIRA/ALRS/Divulgação/JC
Compartilhe:
Bolívar Cavalar
Bolívar Cavalar Repórter

O governador gaúcho Eduardo Leite (PSD) compareceu nesta segunda-feira (8) a uma reunião da CPI dos Pedágios, na Assembleia Legislativa, que investiga as concessões rodoviárias dos Blocos 1, 2 e 3. Na ocasião, Leite defendeu as concessões do Piratini.

“Nós temos absoluta convicção de que as concessões, e o modelo que estamos implementando no Rio Grande do Sul, estão corretas”, disse o governador. Leite também destacou ter ido espontaneamente para responder às perguntas dos deputados, tendo em vista que governadores não podem ser convocados para uma CPI, apenas convidados.

Os parlamentares questionaram a modelagem proposta pelo Piratini nas concessões rodoviárias, sob o argumento de que o leilão do Bloco 2, anteriormente marcado para esta quarta-feira (10), foi cancelado pela ausência de investidores interessados.

O relator da CPI, Miguel Rossetto (PT), afirmou que as concessões não são bem aceitas “nem pela população gaúcha, e nem pelos investidores”. O petista também pediu a suspensão dos editais dos Blocos 1 e 2 e revisão do Bloco 3, que é o único que já foi concedido à concessionária Caminhos da Serra Gaúcha.

Outros parlamentares tiveram a oportunidade de endereçar perguntas a Leite. As principais questões dos deputados foram em relação à modelagem das concessões, aos preços das tarifas de pedágio, ao modelo free-flow de pedagiamento e ao atraso de obras previstas no edital do Bloco 3.

Em resposta a questionamentos dos deputados, Leite disse que os parlamentares podem ter discordâncias das propostas, mas que a CPI não conseguiu apontar ilegalidades nas concessões. “Esta comissão não conseguiu apresentar fato fundamentado para investigação. Divergências metodológicas podem acontecer, mas não houve fato para inquérito”, argumentou Leite.

Notícias relacionadas