O
governador gaúcho Eduardo Leite (PSD) compareceu nesta segunda-feira (8) a uma reunião da CPI dos Pedágios, na Assembleia Legislativa, que investiga as concessões rodoviárias dos Blocos 1, 2 e 3. Na ocasião, Leite defendeu as concessões do Piratini.
“Nós temos
absoluta convicção de que as concessões, e o modelo que estamos implementando no Rio Grande do Sul, estão corretas”, disse o governador. Leite também destacou ter ido espontaneamente para responder às perguntas dos deputados, tendo em vista que governadores não podem ser convocados para uma CPI, apenas convidados.
Os parlamentares questionaram a modelagem proposta pelo Piratini nas concessões rodoviárias, sob o argumento de que o leilão do Bloco 2, anteriormente marcado para esta quarta-feira (10), foi
cancelado pela ausência de investidores interessados.
O relator da CPI, Miguel Rossetto (PT), afirmou que as concessões não são bem aceitas “nem pela população gaúcha, e nem pelos investidores”. O petista também
pediu a suspensão dos editais dos Blocos 1 e 2 e revisão do Bloco 3, que é o único que já foi concedido à concessionária Caminhos da Serra Gaúcha.
Outros parlamentares tiveram a oportunidade de endereçar perguntas a Leite. As principais questões dos deputados foram em relação à
modelagem das concessões, aos preços das tarifas de pedágio, ao modelo free-flow de pedagiamento e ao atraso de obras previstas no edital do Bloco 3.
Em resposta a questionamentos dos deputados, Leite disse que os parlamentares podem ter discordâncias das propostas, mas que a CPI não conseguiu apontar ilegalidades nas concessões.
“Esta comissão não conseguiu apresentar fato fundamentado para investigação. Divergências metodológicas podem acontecer, mas não houve fato para inquérito”, argumentou Leite.