Cinco pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul participaram nesta quinta-feira, 19 de março, de um debate promovido pela Fecomércio-RS. Após a apresentação dos participantes, a discussão iniciou com perguntas realizadas pela instituição anfitriã do evento. À primeira delas, todos os postulantes ao Piratini responderam categoricamente: não elevarão impostos, caso eleitos.
O primeiro a responder foi o atual prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata (PSDB). Citando sua atuação anterior no setor varejista, ele defendeu a necessidade de reduzir a tributação e mencionou sua atuação no Executivo guaibense como exemplo do que pretende fazer para diminuir os impostos.
Na sequência, foi a vez do Tenente-Coronel Luciano Zucco (PL), atual deputado federal. Ele considerou o aumento de impostos como um "crime" contra a sociedade. Além disso, afirmou que o governo estadual tentou ampliar a carga tributária, projeto que não se concretizou na Assembleia Legislativa, e que o governo federal, liderado pelo campo político do Partido dos Trabalhadores (PT) ampliou alíquotas.
Foi justamente Edegar Pretto (PT) o terceiro a opinar sobre o tema. Ele garantiu, categoricamente, que não pretende ampliar a carga tributária, o que já havia destacado em sua apresentação no início do debate. Na sua fala, destacou que o próximo governador gaúcho precisará dar conta da transição para a reforma tributária e citou a necessidade de ampliar a arrecadação de impostos, mesmo sem elevar alíquotas, pelo combate à sonegação fiscal.
A penúltima a se pronunciar foi Juliana Brizola (PDT), que reafirmou seu compromisso com a linha trabalhista, citando seu avô, um dos fundadores do partido e ex-governador gaúcho Leonel Brizola. Ela afirmou que o Estado deve estar alinhado ao desenvolvimento e que a carga tributária terá suas alíquotas gradualmente reduzidas caso concorra e seja eleita.
Quem finalizou o debate sobre o tema foi o pré-candidato à sucessão de Eduardo Leite (PSD), o vice-governador Gabriel Souza (MDB). Em seu discurso, ele destacou as medidas econômicas do Piratini nos últimos anos, incluindo a proibição de saques do Caixa Único e a solução da dívida neste mesmo fundo. O número dois do Piratini também afirmou que a atual gestão foi responsável pela alíquota de ICMS Básico mais baixo do País devido ao equilíbrio das contas públicas.
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