Em consonância com o constante crescimento da dívida pública, as receitas do Estado aumentaram em 2024. A Receita Corrente Líquida (RCL), que compreende a arrecadação de tributos e transferências financeiras de outros entes, com a dedução de repasses obrigatórios, cresceu 6% no ano passado em relação ao anterior e chegou a R$ 60,044 bilhões. Já a Receita Total Efetiva, que engloba os recursos do RCL mais as verbas de capital, foi de R$ 65,575 bilhões, uma variação positiva de 1% na comparação com 2023.
A partir da alta de receitas, o RS vem há três anos reduzindo a relação entre a RCL e a Dívida Consolidada Líquida (DCL), que desconta os ativos financeiros líquidos e hoje está em R$ 110,7 bilhões - R$ 1,68 bilhão a menos que a totalidade da dívida pública gaúcha.
Esses dados são os analisados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita a relação entre DCL e RCL a 200%, ou seja, a Dívida Consolidada Líquida não pode representar o dobro da Receita Corrente Líquida. Assim, a proporção entre os dois dados fechou 2024 em 184,67%, abaixo do teto da LRF. Este índice vem sendo reduzido no Estado desde 2022, e a última vez que o RS extrapolou o limite foi em 2020, quando a relação entre RCL e DCL foi de 222%.