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Publicada em 31 de Janeiro de 2025 às 01:25

Congresso elege novos presidentes no sábado

Eleição no Senado está marcada para 10h, enquanto na Câmara dos Deputados começa às 16h

Eleição no Senado está marcada para 10h, enquanto na Câmara dos Deputados começa às 16h

/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/JC
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O Congresso Nacional terá dia agitado neste sábado, 1º de fevereiro, com as eleições dos presidentes e dos representantes das Mesas Diretoras para mandatos de dois anos. O primeiro pleito será para o Senado, às 10h, enquanto a votação na Câmara dos Deputados será a partir das 16h.
O Congresso Nacional terá dia agitado neste sábado, 1º de fevereiro, com as eleições dos presidentes e dos representantes das Mesas Diretoras para mandatos de dois anos. O primeiro pleito será para o Senado, às 10h, enquanto a votação na Câmara dos Deputados será a partir das 16h.
No Senado, há quatro nomes na disputa pela presidência: Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Eduardo Girão (Novo-CE), Marcos do Val (Podemos-ES) e Marcos Pontes (PL-SP). O favorito para substituir o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é Alcolumbre, que já comandou o Parlamento entre 2019 e 2021.
Os concorrentes terão 15 minutos para defesa de suas candidaturas, sendo chamados a discursar conforme ordem alfabética dos nomes parlamentares. Nenhum outro senador terá direito ao uso da palavra.
O candidato, para alcançar a eleição no Senado deve obter, no mínimo, a quantidade de votos equivalente à maioria absoluta da composição, ou seja, 41 senadores. Caso isso não ocorra, será feito novo turno de votação com os dois candidatos mais bem votados, sendo facultado o uso da palavra a eles por mais 10 minutos. Também neste caso, será considerado eleito quem obtiver a maioria absoluta da composição da Casa.
Já na Câmara são três deputados federais que se declaram oficialmente como candidatos à presidência. Hugo Motta (Republicanos-PB), Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Marcel van Hattem (Novo-RS) buscarão a sucessão de Arthur Lira (PP-AL). A tendência é que Motta seja eleito, tendo em vista o apoio tanto do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quanto de parlamentares de oposição.
Para ser eleito na Câmara, o candidato precisa de maioria absoluta dos votos em primeira votação - 257 -, ou ser o mais votado em um segundo turno disputado entre os dois mais votados.
Com a proximidade das eleições às presidências no Congresso, o presidente Lula vai exonerar ministros que possuem mandato no Legislativo, com exceção de dois nomes: Marina Silva, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, e Sônia Guajajara, do Ministério dos Povos Indígenas.
Segundo fontes do Palácio do Planalto ouvidas pelo portal G1, as exceções visam evitar o constrangimento de um ministro votando contra a orientação do governo, que apoia Hugo Motta.
Guajajara é filiada ao PSOL, que possui Henrique Vieira como candidato próprio na disputa. Marina é fundadora da Rede Sustentabilidade, partido que só possui um deputado federal, Túlio Gadelha (PE), que apoia Motta. A Rede, porém, é federada ao PSOL, e o voto em Motta poderia gerar ruído entre os partidos federados.
Ao todo, 11 ministros com mandatos no Legislativo serão exonerados de modo temporário.

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