O Congresso Nacional terá dia agitado neste sábado, 1º de fevereiro, com as eleições dos presidentes e dos representantes das Mesas Diretoras para mandatos de dois anos. O primeiro pleito será para o Senado, às 10h, enquanto a votação na Câmara dos Deputados será a partir das 16h.
No Senado, há quatro nomes na disputa pela presidência: Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Eduardo Girão (Novo-CE), Marcos do Val (Podemos-ES) e Marcos Pontes (PL-SP). O favorito para substituir o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é Alcolumbre, que já comandou o Parlamento entre 2019 e 2021.
Os concorrentes terão 15 minutos para defesa de suas candidaturas, sendo chamados a discursar conforme ordem alfabética dos nomes parlamentares. Nenhum outro senador terá direito ao uso da palavra.
O candidato, para alcançar a eleição no Senado deve obter, no mínimo, a quantidade de votos equivalente à maioria absoluta da composição, ou seja, 41 senadores. Caso isso não ocorra, será feito novo turno de votação com os dois candidatos mais bem votados, sendo facultado o uso da palavra a eles por mais 10 minutos. Também neste caso, será considerado eleito quem obtiver a maioria absoluta da composição da Casa.
Já na Câmara são três deputados federais que se declaram oficialmente como candidatos à presidência. Hugo Motta (Republicanos-PB), Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Marcel van Hattem (Novo-RS) buscarão a sucessão de Arthur Lira (PP-AL). A tendência é que Motta seja eleito, tendo em vista o apoio tanto do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quanto de parlamentares de oposição.
Para ser eleito na Câmara, o candidato precisa de maioria absoluta dos votos em primeira votação - 257 -, ou ser o mais votado em um segundo turno disputado entre os dois mais votados.
Com a proximidade das eleições às presidências no Congresso, o presidente Lula vai exonerar ministros que possuem mandato no Legislativo, com exceção de dois nomes: Marina Silva, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, e Sônia Guajajara, do Ministério dos Povos Indígenas.
Segundo fontes do Palácio do Planalto ouvidas pelo portal G1, as exceções visam evitar o constrangimento de um ministro votando contra a orientação do governo, que apoia Hugo Motta.
Guajajara é filiada ao PSOL, que possui Henrique Vieira como candidato próprio na disputa. Marina é fundadora da Rede Sustentabilidade, partido que só possui um deputado federal, Túlio Gadelha (PE), que apoia Motta. A Rede, porém, é federada ao PSOL, e o voto em Motta poderia gerar ruído entre os partidos federados.
Ao todo, 11 ministros com mandatos no Legislativo serão exonerados de modo temporário.