Além das questões que envolvem o Fundo de Equalização Federativa (FEF) e a suspensão da dívida gaúcha, um outro ponto criticado pelo governador gaúcho foi em relação às dívidas do Estado com bancos e organismos internacionais. Os débitos teriam sido contraídos no passado e somam cerca de R$ 1,5 bilhão. De acordo com Leite, elas haviam sido renegociadas no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e não estariam inclusas no Propag.
"O Estado ajustou (essas dívidas) no Regime de Recuperação Fiscal, que a União paga essas dívidas e incorpora esse valor no nosso saldo devedor. O Estado vai honrar esses pagamentos ao longo do contrato da dívida. Na forma como a lei foi aprovada, a nossa interpretação é que o Estado terá que voltar a pagar as dívidas com organismos internacionais", pontuou.
A mesma reclamação tem sido realizada em relação ao Propag pelo governador mineiro Romeu Zema (Novo), que recebeu uma resposta incisiva de Rui Costa. "O governador de Minas Gerais queria que o governo federal pagasse as dívidas de Minas com outros bancos privados e bancos internacionais em vez de só renegociar os débitos com a União", disse o ministro. O Estado integra o grupo de mais endividados com a União, do qual também faz parte o Rio Grande do Sul.
"É como se um amigo chegasse para você e dissesse o seguinte: 'Rapaz, eu estou lhe devendo um dinheiro. Dá para você me dar um desconto nessa dívida para eu poder pagar e parcelar em muitas vezes?'. E você diz: 'Olha, você é meu amigo, eu vou quebrar seu galho, vou parcelar essa dívida e vou dar o desconto'. Aí você parcela, dá o desconto e ele diz: 'Rapaz, você não é meu amigo não. Se você fosse meu amigo mesmo, pagava a dívida que eu tenho com mais cinco pessoas'. O que você tem a ver com a dívida que ele tem com mais cinco pessoas? É a mesma coisa", declarou o ministro da Casa Civil.