O pleito municipal deste domingo confirmou a tendência de enfraquecimento dos partidos aliados à esquerda no Brasil. Dos 26 estados da federação, exceto a capital Brasília, apenas um será governado por siglas ligadas ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora o partido dispute o segundo turno em quatro cidades.
Em 11 capitais, o prefeito foi escolhido em primeiro turno. Destaque para o PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, que elegeu três mandatários. Em segundo lugar, empatados, estão o MDB, PL e o União Brasil, com dois triunfos. Com uma prefeitura, está o Republicanos. A única conquista mais à esquerda foi a reeleição de João Campos, do PSB, em Recife, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin.
A sigla de Kassab também estará no segundo turno em Curitiba, com o atual vice-prefeito, Eduardo Pimentel, que disputará com a novata Cristina Graeml (PMB), e em Belo Horizonte, com o atual prefeito, Fuad Noman. Já o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, já venceu em duas capitais e ainda estará no segundo turno em outras seis.
Nas outras 15 cidades, seis duelos serão entre partidos de direita contra esquerda, enquanto os demais nove embates vão ser decididos entre siglas com ideologias de centro-direita, direita e conservadoras. Em 2020, partidos identificados com a ideologia de esquerda elegeram apenas três prefeitos. No segundo turno, foram sete postulantes ao Executivo municipal. Neste domingo, foram seis que alcançaram uma vaga na disputa do próximo dia 27 de outubro.
A principal aposta do campo político do presidente Lula é em São Paulo, onde Guilherme Boulos (PSOL) disputará o segundo turno com o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Na cidade, Bolsonaro fez campanha envergonhada para o atual prefeito, e o novato Pablo Marçal (PRTB) foi terceiro lugar.