Com o tema Democracia, o Movimento Justiça e Direitos Humanos (MJDH) lançou, na manhã desta quinta-feira (15) em Porto Alegre, o 41º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, que reconhecerá trabalhos publicados em 10 diferentes categorias. As inscrições estarão abertas entre 1 e 25 de outubro e a premiação ocorrerá em 10 de dezembro.
O lançamento foi encabeçado pelo presidente do MJDH, Jair Krischke, que, a partir do início da ditadura militar brasileira em 1964, liderou o movimento que contribuiu para preservar a vida de milhares de perseguidos políticos em todo o continente, viabilizando asilo político e exílio em colaboração com a Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o ativista, “a democracia está periclitando no Brasil e no mundo”. “Queremos que nossos jornalistas trabalhem na criação de uma consciência ética sobre os direitos humanos, por isso esse tema”, pontuou. Segundo Krischke, “o registro cotidiano produzido pelos jornalistas é que é a nossa história”.
O ativista também pontuou que, dentro da categoria "crônica", o prêmio aceita inscrições de trabalhos inéditos de jornalistas, que visam a garantir a veiculação de reportagens sobre o tema que não encontram divulgação nos meios de comunicação. A premiação, que completa 40 anos em 2024, será também marcada pelo lançamento de um livro contando sua história e a atuação do MJDH.
O evento contou com um debate sobre jornalismo e democracia, com a participação de Dione Kuhn, editora-chefe do jornal Zero Hora, e Elmar Bones, diretor do Jornal Já. “O direito à informação está na Constituição brasileira, e o jornalista é responsável por viabilizar esse direito”, pontuou Bones durante a conversa.
O Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo é promoção do MJDH e da seção gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil – RS, com apoio da Regional Latino Americana da União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação (Rel Uita), a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (Arfoc-RS) e a Caixa de Assistência dos Advogados - RS (Caars).