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Publicada em 14 de Agosto de 2024 às 01:25

Enchente impacta R$ 480 milhões nas projeções arrecadatórias

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Bolívar Cavalar
Antes da catástrofe ambiental que atingiu o Rio Grande do Sul em maio, a Secretaria da Fazenda previa arrecadar R$ 28,3 bilhões entre janeiro e julho deste ano. Após as enchentes, a receita fechou em R$ 27,78 bilhões no período, cerca de R$ 480 milhões abaixo do previsto.
Antes da catástrofe ambiental que atingiu o Rio Grande do Sul em maio, a Secretaria da Fazenda previa arrecadar R$ 28,3 bilhões entre janeiro e julho deste ano. Após as enchentes, a receita fechou em R$ 27,78 bilhões no período, cerca de R$ 480 milhões abaixo do previsto.
Boa parte das perdas arrecadatórias foi compensada com o ICMS de julho, de R$ 4,5 bilhões. A Sefaz afirma que este resultado - superior, inclusive, à média histórica do mês - se explica pela prorrogação das obrigações tributárias nos dois meses anteriores, que acabaram sendo pagas no sétimo mês do ano, justamente em razão das enchentes. Além disso, os investimentos na reconstrução do Estado resultaram em maior arrecadação.
O vice-governador Gabriel Souza comenta: "Primeiro tiveram postergações de compromissos tributários nos meses de maio e junho, então, se tem um acúmulo de tributos que deveriam ser pagos em maio e foram postergados. O segundo motivo é que os esforços da reconstrução vão, num primeiro momento, fazer aumento dos investimentos privados e públicos, então se tem também um rebote desse motivo". Conforme Souza, esse acréscimo arrecadatório deve se manter em agosto, mas a tendência é que não se repita nos próximos meses.
 

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