O primeiro dos três projetos trata especificamente das alterações nas remunerações do funcionalismo. Nesse sentido, um dos aspectos abordados pelo projeto é a equiparação dos planos de carreira. Assim, a progressão de níveis e a mudança de graus será a mesma para todos os cargos e condicionada ao desempenho e ao tempo de serviço do profissional.
Os funcionários que estiverem nos graus A e B de cada um dos três níveis de cargos já terão a implementação total da nova tabela em janeiro de 2025. Essa categoria abrange, por exemplo, aqueles que estão em início de carreira, o que, segundo o governador, colaboraria para ampliar a competitividade para novas contratações. Os profissionais de graus C e D terão a implementação em em 2 parcelas iguais e os de grau E e F em 3 parcelas. Não haverá regressão de carreira ou perda salarial do funcionalismo durante a implantação da reforma.
Os novos pisos salariais dobram os valores recebidos por servidores em início de carreira em alguns casos. Médicos contratados por 20h, por exemplo, passarão dos atuais R$ 3.632,85 para R$ 8.000,00. Na progressão de carreira, atualmente esses profissionais podem chegar a receber R$ 4.422,39. Com a reforma, o teto salarial será de R$ 15.997,63. Além disso, os profissionais de nível técnico terão o piso equiparado independentemente da função exercida, assim como demais cargos similares.
A reforma inclui agentes educacionais, cuja necessidade de reajuste salarial foi defendida pelo governador durante a apresentação dos projetos, visto que a categoria recebe atualmente menos do que o mínimo no vencimento básico. O magistério, entretanto, não está contemplado no pacote por ter tido o plano de carreira alterado em 2020.