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Publicada em 10 de Junho de 2024 às 19:13

‘Dependemos do governo federal’, afirma presidente da Fiergs

Segundo Gilberto Petry, Rio Grande do Sul não terá capacidade de se recuperar sozinho

Segundo Gilberto Petry, Rio Grande do Sul não terá capacidade de se recuperar sozinho

TÂNIA MEINERZ/JC
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Diego Nuñez
Diego Nuñez Repórter
A principal demanda das indústrias gaúchas é quanto à agilidade de disponibilização de recursos por parte do governo federal. O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Petry, reuniu deputados estaduais e federais, em um evento onde cobrou celeridade da União para liberação de recursos para reconstrução do Estado após a crise climática. 
A principal demanda das indústrias gaúchas é quanto à agilidade de disponibilização de recursos por parte do governo federal. O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Petry, reuniu deputados estaduais e federais, em um evento onde cobrou celeridade da União para liberação de recursos para reconstrução do Estado após a crise climática. 
Segundo ele, o Rio Grande do Sul não tem capacidade de se recuperar sozinho. Para isso, “a economia tem que andar, e a economia não está andando”. “ O ICMS já arrecadou R$ 700 milhões a menos no mês que passou”, exemplificou Petry.
“Fundamentalmente, é ter recursos. Dinheiro para fazer a reconstrução de estradas, pontes, pagar salários. Tudo o que não for isso ficará para um segundo momento. Depende do governo federal. Quem tem o recurso é o governo federal. Tem a possibilidade de emitir”, disse o dirigente.
Vice-coordenador da bancada gaúcha no Congresso Nacional, o deputado Alceu Moreira (MDB) criticou a demora do governo federal em liberar verbas.
“Estamos 40 dias depois que o evento aconteceu e hoje eu estava em Guaíba de manhã e o pessoal sequer recebeu os R$ 5,1 mil. Se é uma coisa que o Rs não precisa mais é discurso e visita. O que precisa é mandar pagar o que precisa ser pago. O diagnóstico já foi pronto. O que o governo federal precisa colocar é recurso. Quantas casas foram feitas até agora? Nenhuma. Todos sabem o que deve ser feito e, se não faz, é por falta de vontade política”, afirmou o emedebista.
Ele disse que levará as demandas da Fiergs à Brasília, mas acredita que o Estado já tem o diagnóstico do que precisa ser feito. “Com certeza a bancada federal levará a Brasília. Mas essa reunião, embora seja importante, não é uma reunião de trabalho como precisamos. O RS já tem o diagnóstico do que precisa neste momento, emergencialmente. Já identificou os eixos que tocam a economia.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adolfo Brito (PP), disse que levará as pautas da Fiergs ao Parlamento gaúcho, mas analisa que as principais demandas devem ser tratadas em Brasília.
“A parte burocrática poderia ser bem mais avançada. Esperamos principalmente no que diz respeito ao reassentamento das pessoas, das famílias, questão de casas possa ser definido logo”, disse Brito.

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