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Investigação

- Publicada em 11 de Setembro de 2023 às 16:15

Réus de São Paulo e Paraná são os primeiros julgados pelo STF por ataques de 8 de janeiro

Rosa Weber incluiu quatro ações penais na pauta da primeira sessão extraordinária dedicada ao caso

Rosa Weber incluiu quatro ações penais na pauta da primeira sessão extraordinária dedicada ao caso


Valter Campanato/Agência Brasil/JC
Oito meses após os ataques golpistas do 8 de janeiro, o STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar na quarta-feira (13) apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) envolvidos na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.A presidente da corte, a ministra Rosa Weber, incluiu quatro ações penais na pauta da primeira sessão extraordinária dedicada ao caso. O julgamento pelo plenário será presencial.Os primeiros acusados a sentar no banco dos réus são homens, com idades que variam de 24 a 52 anos e com residência em cidades do Paraná e São Paulo, segundo as denúncias da PGR (Procuradoria-Geral da República).
Oito meses após os ataques golpistas do 8 de janeiro, o STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar na quarta-feira (13) apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) envolvidos na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.
A presidente da corte, a ministra Rosa Weber, incluiu quatro ações penais na pauta da primeira sessão extraordinária dedicada ao caso. O julgamento pelo plenário será presencial.
Os primeiros acusados a sentar no banco dos réus são homens, com idades que variam de 24 a 52 anos e com residência em cidades do Paraná e São Paulo, segundo as denúncias da PGR (Procuradoria-Geral da República).

A Procuradoria pede a condenação do grupo pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, todos do Código Penal, e ainda deterioração de patrimônio tombado, delito previsto na lei 9.605/1998.
As peças acusatórias foram produzidas pelo GCAA (Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos), criado na PGR em resposta aos atos violentos e após anos em que a cúpula do órgão comandado por Augusto Aras avaliou, na maioria das vezes, que as manifestações de cunho golpista eram o exercício da liberdade de expressão.
A coordenação do GCAA coube ao subprocurador Carlos Frederico Santos, um dos cotados para suceder a Aras. A Procuradoria informou à Folha que Carlos Frederico será o representante do Ministério Público Federal nos julgamentos sobre o 8 de janeiro.
A instrução processual, etapa de produção de provas e interrogatórios de testemunhas de acusação e defesa, foi célere para os padrões das ações penais que tramitam no Supremo. O ritmo foi ditado pelo gabinete do relator, o ministro Alexandre de Moraes.
Breve também foi a tramitação desses primeiros processos pelo gabinete de Kassio Nunes Marques, ministro indicado por Jair Bolsonaro e que cumpre a função de revisor.
Quando o tribunal deliberou sobre as denúncias, o placar foi de ampla maioria pela abertura das ações penais, e a expectativa é a de que esse cenário se repita para condenar os acusados. Kassio e André Mendonça, outro nome indicado por Bolsonaro, divergiram dos colegas em parte das denúncias.