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Eleições 2022

- Publicada em 03 de Outubro de 2022 às 02:26

Hamilton Mourão ultrapassa adversários fortes e vence a corrida ao Senado Federal

Vice-presidente da República, Mourão ganhou a disputa pela vaga do Rio Grande do Sul no Senado com 44,1% dos votos

Vice-presidente da República, Mourão ganhou a disputa pela vaga do Rio Grande do Sul no Senado com 44,1% dos votos


LUIZA PRADO/JC
O vice-presidente Hamilton Mourão venceu a corrida gaúcha para a única vaga em disputa ao Senado pelo Rio Grande do Sul neste domingo, do primeiro turno das eleições. Com 2.593.229 votos, 44,11% do total válido, ele superou tradicionais nomes da política rio-grandense, com Olívio Dutra (PT) e Ana Amélia Lemos (PSD).
O vice-presidente Hamilton Mourão venceu a corrida gaúcha para a única vaga em disputa ao Senado pelo Rio Grande do Sul neste domingo, do primeiro turno das eleições. Com 2.593.229 votos, 44,11% do total válido, ele superou tradicionais nomes da política rio-grandense, com Olívio Dutra (PT) e Ana Amélia Lemos (PSD).
Depois de confirmada a vitória, por volta das 20h30min, ele sucumbiu à tensão do dia e se emocionou ao se dirigir aos eleitores, apoiadores, amigos e familiares que acompanharam a apuração em um salão no segundo andar do Hotel Radisson, em Porto Alegre, onde foi montado o quartel-general da campanha no último dia do primeiro turno.
Exaltado pelo grupo que acompanhou a apuração em clima de festa, Mourão falou por cerca de dois minutos. Em sua manifestação, fez questão de citar a ex-candidata Comandante Nádia (PP), que abriu mão da disputa faltando três dias para o pleito em apoio a ele para evitar uma possível vitória do petista.
"A Comandante Nádia teve grandeza moral em sua decisão. Há cerca de 10 dias, em conversa com ela, eu disse que se a situação fosse contrária, eu faria a mesma coisa. Esse desprendimento da Nádia é o que nos diferencia de quem quer o poder pelo poder. Nós queremos servir ao Brasil", destacou.
Mourão disse que seu compromisso no Senado será com os seus eleitores. "Servi ao País por 46 anos no Exército, quatro como vice-presidente e agora vou servir mais oito como senador".
Durante a totalização dos votos, que desde o início o colocavam à frente de seus opositores, Mourão buscou apoio em alguns copos de uísque de 12 anos com gelo e em charutos da República Dominicana para manter a tranquilidade. Caminhando sem parar, ele circulava em todos os grupos, mas pouco falava. Aliás, pediu a assessores para não ser abordado pela imprensa antes do resultado final.
Apesar da cautela, os jingles de campanha já começavam a ser entoados pelos presentes antes mesmo de a apuração chegar a 20%. Era a prévia da explosão de euforia que irrompeu o salão no momento em que o resultado se tornou irreversível. Hamilton Mourão só deu os primeiros sinais de que percebia a aproximação da vitória uma hora e meia depois do início da apuração, quando juntou-se aos amigos para dançar, cantar e aceitar os abraços efusivos que recebia de quem chegava ao local.
O vice-presidente, agora eleito senador, baseou sua campanha no discurso de que as pesquisas eleitorais, que apontavam a preferência dos eleitores no petista como um exercício de estatística, que retratavam o presente, não o futuro. Por isso, não resistiu a uma provocação durante a coletiva de imprensa:
"Os nossos institutos de pesquisa têm de dar uma reorientada. A gente não pode fazer pesquisa porque Fulano ou Beltrano nos chamou pra fazer. Então, você vê, desde o nível nacional até aqui no Estado, os resultados totalmente distintos daquilo que estava sendo proclamado. Estatística é uma ciência, mas ouvir 2 mil pessoas e dizer que aquilo é o pensamento de 160 milhões de eleitores é algo complicado".
Projetando seu mandato, Mourão procurou desmistificar um ranço de quem olha atravessado para os políticos de direita.
"Quero deixar muito claro que a direita não é um agrupamento de trogloditas e retrógrados. Muito pelo contrário. A direita entende que o Estado precisa de desenvolvimento econômico, que nós precisamos de mais educação, mais saúde, uma melhor segurança pública. Um Estado que tenha menos intervenção na vida de todos os cidadãos", observou o futuro senador, ao garantir que será um batalhador incansável em Brasília pelas causas do Rio Grande do Sul. 
 

Quem é o novo senador do Rio Grande do Sul

Antônio Hamilton Martins Mourão é gaúcho, nascido em Porto Alegre no ano de 1953. Passou parte de sua infância em Bagé, cidade natal da mãe. Retornou à capital gaúcha, onde concluiu o ensino médio no Colégio Militar até ingressar no Exército Brasileiro, em 1972, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Filho do General de Divisão, Antônio Hamilton Mourão, e de Wanda Coronel Martins Mourão. Marido da Paula, pai do Antônio e da Renata, tem cinco netos.
Presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, Mourão é graduado, mestre e doutor em Ciências Militares e foi adido militar na Embaixada do Brasil na Venezuela. Ele também comandou o 27° Grupo de Artilharia de Campanha em Ijuí e a 2ª Brigada de Infantaria de Selva em São Gabriel da Cachoeira (AM), assim como a 6ª Divisão de Exército em Porto Alegre.