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Eleições 2022

- Publicada em 21 de Setembro de 2022 às 21:27

Professor Nado defende criação de plano emergencial para a educação

Nado já teve atuação no ministérios da Educação e da Justiça

Nado já teve atuação no ministérios da Educação e da Justiça


LUIZA PRADO/JC/LUIZA PRADO/JC
Caren Mello
Professor, Ronaldo Teixeira da Silva tem a educação como meta prioritária para o Senado, caso eleito. Mais conhecido por Professor Nado, nome que adotou para a disputa eleitoral pelo partido Avante, ele soma às suas propostas para a área outras com vistas à segurança pública e cidadania. "Sou de uma família extremamente humilde. Hoje sou um candidato ao Senado. Quem me deu isso foi a educação."
Professor, Ronaldo Teixeira da Silva tem a educação como meta prioritária para o Senado, caso eleito. Mais conhecido por Professor Nado, nome que adotou para a disputa eleitoral pelo partido Avante, ele soma às suas propostas para a área outras com vistas à segurança pública e cidadania. "Sou de uma família extremamente humilde. Hoje sou um candidato ao Senado. Quem me deu isso foi a educação."
Para mudar uma história familiar, para desenvolver um país, entende ele, o único caminho é a formação, junto com o respeito que o Estado deve ter com os professores. "Escolas precárias com professores desassistidos: isso não muda o Rio Grande", afirma.
Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, Professor Nado relatou como pretende colocar em prática no Senado suas propostas para o Estado.
Jornal do Comércio - Com 58 anos, é um dos mais jovens a concorrer ao Senado, em geral, ocupado por políticos mais experientes. Como eleitor pode interpretar esse perfil?
Professor Nado - O Senado parece ser um espaço para grandes políticos em fim de caminhada, como se ganhassem um prêmio. O Senado tem que mudar. A minha candidatura é a possibilidade de termos um Senado real, próximo da vida das pessoas.
JC - Há quem defenda, inclusive, o sistema unicameral, isto é, o Senado não seria necessário.
Nado - O Senado é a casa da Federação. Como o Rio Grande se apresenta para os grandes debates? Pelos seus senadores. O Rio Grande tem que ter voz ativa e articulada, se relacionando com os ministros, com a presidência e, inclusive, com os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A (falta de) discussão sobre a dívida do Estado é um exemplo. O governo federal impôs o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e o governador do Estado (Eduardo Leite, PSDB) assinou, provavelmente, para dar satisfação ao mercado neoliberal, já que tinha pretensão de ser candidato à presidência.
JC - Se o RRF é prejudicial, o próprio ex-governador, que tenta a reeleição, não seria prejudicado?
Nado - Ele menos do que nós. O RRF é danoso. A dívida era de R$ 9,5 bilhões, já pagamos R$ 37 bilhões e devemos R$ 89,9 bilhões. Tem alguma coisa errada. Dizem que a dívida é de R$ 75 bilhões, mas esquecem os R$ 14 bilhões de atrasados (em função de liminar em ação ajuizada pela OAB/RS). Temos que questionar imediatamente.
JC - Nossos Legislativos não foram partícipes?
Nado - Isto é que me impressiona. Na Assembleia, a maioria aprovou. Se não participaram, se omitiram. É sobre isso que falávamos: há uma certa acomodação dos senadores. Não pode um senador, com toda a voz que adquire, silenciar. Um telefonema de um senador para um governador tem peso. É esta força política que buscamos, de forma renovada, com dinamismo.
JC - A dívida será sua pauta prioritária?
Nado - A dívida é prioridade porque deve ser paga em junho de 2023. Temos que já começar a questionar. Mas tenho prioridades. Precisamos articular um plano emergencial de educação para o País. Não podemos mais aceitar um Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 4,2 do Ensino Médio.
JC - E que foi 3,7 pontos no governo anterior.
Nado - Sim. Mas mesmo 4,2 está aquém da nossa história. Estamos reprovados em educação. Somos o quarto estado do País em evasão escolar. É assustador. O Rio Grande tem uma história. O (ex-governador Leonel) Brizola construiu aqui 6,212 mil escolas, o (ex-governador Alceu) Collares, (PDT) 90 Cieps, que é a escola de educação integral, horizonte de qualquer estudioso na área. Em São Leopoldo, a principal escola estadual, o IEE Prof. Pedro Schneider, com 1,2 mil alunos, está fechada.
JC - Como pretende trabalhar a questão segurança?
Nado - Sou o primeiro gestor a tratar do tema segurança pública com cidadania. Chamo de "paradigma E": ações sociais de caráter preventivo e ações de repressões qualificadas com inteligência e tecnologia. Os dois juntos, levando o Estado para áreas mais vulneráveis, incidindo nas causas da criminalidade e reduzindo com educação, saúde, cultura. E, obviamente, usando a força quando necessário. Vou propor um grande debate nacional sobre a criação do Fundo Nacional de Segurança Pública.
JC - Nos moldes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)?
Nado - Fui um dos autores do Fundeb. Ter participado daquele processo me deu experiência para ver que temos o SUS e temos orçamento da saúde, e temos o Fundeb, que revitalizou a educação. O fundo vai dar a certeza de que o policial vai ter armamento, vai ter condições tecnológicas de atuação, vai ter plano de carreira. Temos também que revogar o teto de gastos. O Brizola dizia que todos os recursos de que dispomos são para investir nas pessoas.
JC - Um levantamento recente apontou que não temos candidatos para 5 mil vagas no setor de TI. Não estamos formado profissionais ou não estamos retendo?
Nado - Temos que potencializar os investimentos em educação. O Tecnosinos (parque tecnológico no Vale dos Sinos) abriu recentemente 50 vagas. Não tivemos gaúchos com formação para ocupar as vagas. Precisamos mudar essa lógica. Não haverá desenvolvimento econômico e social sem educação. É preciso um governador comprometido com a educação, como o Vieira da Cunha (PDT). E ter um professor no Senado é a oportunidade de colocar a educação no centro das discussões. Ciro Gomes (PDT) não mudou totalmente a Educação no Ceará, mas o Ideb (do município) de Sobral é o maior do País, com padrões internacionais. Temos que ter um plano básico de educação como base para o desenvolvimento. Todos têm que ter direito a educação para poder sonhar com o seu desenvolvimento pessoal.
JC - O senhor defende a criação da Universidade Latino-americana, em debate no senado. Qual a importância desta instituição?
Nado - Ela servirá para integrar os povos latino-americanos e fortalecer o bloco. Por exemplo: Portugal não é uma potência, mas a União Europeia, sim. Dialoga com Estados Unidos e com a China. Temos que dar potência para o Mercosul porque é através do conhecimento dessas regiões que potencializamos essas nações.
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