Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Câmara de Porto Alegre

- Publicada em 06 de Dezembro de 2013 às 00:00

Ex-diretor técnico nega envolvimento em ilícitos


Jornal do Comércio
Em um ritmo acelerado, realizando até duas sessões por semana, a CPI da Procempa ouviu na manhã de quinta-feira o depoimento do ex-diretor técnico da companhia Zilmino Tartari (PMDB). O outro convocado, diretor do Grupo GSH Rudinei Dias Moreira, reagendou sua oitiva para o dia 18 alegando compromissos. 

Em um ritmo acelerado, realizando até duas sessões por semana, a CPI da Procempa ouviu na manhã de quinta-feira o depoimento do ex-diretor técnico da companhia Zilmino Tartari (PMDB). O outro convocado, diretor do Grupo GSH Rudinei Dias Moreira, reagendou sua oitiva para o dia 18 alegando compromissos. 

Desde 2005 na Procempa, Tartari prestou depoimento acompanhado de dois advogados e falou sobre sua carreira e as funções que desempenhava na empresa. Servidor de carreira do Banrisul, ele renunciou ao cargo de diretor na Procempa em junho deste ano, junto com o então presidente, André Imar Kulzynski (PTB). Atualmente, Tartari está cedido à Secretaria Municipal da Fazenda de Porto Alegre. 

Tanto os vereadores como o próprio Tartari se basearam em depoimentos anteriores de servidores para perguntar ou responder. O presidente da CPI, vereador Mauro Pinheiro (PT), questionou Tartari se determinou que algum servidor da Procempa cometesse irregularidades, já que os depoentes mencionaram que só cumpriram ordens. “Eu vou às vezes à Procempa e sou recebido de forma cordial e respeitosa. Eu nunca determinei a quem quer que fosse algo que não fosse ético ou pelo bem da empresa”, disse. 

O vereador Bernardino Vendruscolo (Pros), que teria sido o responsável pela indicação de Tartari para a função, quando ainda era filiado ao PMDB, questionou como ele agia, já que havia sido mencionado em outros depoimentos. “A diretoria técnica não compra, não faz pagamentos e não licita”, eximiu-se. Já sobre dois cheques que constam nas sindicâncias e que ele teria assinado, Tartari explica: “Na ausência do presidente, diz o estatuto que os documentos precisam ser assinados por dois diretores. Em uma dessas ocasiões, chegaram esses dois cheques já contendo a assinatura da diretora administrativa. Como eram valores baixos e já assinados, eu pressupunha que não havia problema”, disse Tartari. 

Questionado se no período em que esteve na empresa havia assinado algum processo irregular, o ex-diretor técnico negou. “Jamais compactuaria com irregularidades que viessem para assinar. Se passou por mim nesses oito anos, eu não sei, mas jamais compactuei ou ficaria omisso se chegasse até mim”, afirmou, respondendo à vereadora Fernanda Melchionna (P-Sol). Ele explicou que houve situações em que devolveu alguns processos ou pediu mais informações antes de assinar. 

Sobre a relação entre a Procempa e a Pillatel Telecomunicações, Tartari disse confiar nos técnicos que atuam na companhia e citou o depoimento de Luiz Carlos Pachaly, que confirmou que a Pillatel prestou os serviços que foram contratados. No entanto, havia indícios de pagamentos duplicados com notas frias. “Eu me baseio pelos meus técnicos de que tudo foi executado.” 

O presidente da CPI denunciou que dois anos antes da assinatura do contrato com a Consult Consultoria e Informática, responsável pela implementação do Sistema Integrado de Administração Tributária (Siat), Zilmino foi a Curitiba, à sede da empresa, enquanto o processo licitatório ainda estava sob judice. Nesse momento, Vendruscolo criticou Pinheiro. “O senhor é o presidente, não é inquisidor. Vamos ter um pouco de compreensão”, reclamou. Segundo o petista, o secretário da Fazenda e o procurador-geral do município também foram até a sede da Consult mais de uma vez, antes da assinatura do contrato. “Quero acreditar que foi por conta de impasses, talvez de aspecto jurídico”, respondeu Zilmino. Neste ano, a Justiça chegou a determinar a suspensão do pagamento dos contratos, pois o Siat foi implementado com falhas e já havia outro contrato com a empresa para a manutenção do sistema.

No início da sessão, a vereadora Fernanda Melchionna (P-Sol) disse que encaminhou ofício ao Secretário de Segurança Pública do Estado solicitando proteção oficial à ex-CC da Procempa Adriana Boniatti, que, em depoimento na quarta-feira, disse que foi ameaçada de morte por dois homens armados após depor no Ministério Público (MP). 

Conteúdo Publicitário
Leia também
Comentários CORRIGIR TEXTO