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Publicada em 28 de Outubro de 2026 às 18:47

Outubro e o aumento dos riscos cibernéticos

Ricardo Dastis, CTO da Scunna

Ricardo Dastis, CTO da Scunna

DIVULGAÇÃO/JC
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Ricardo Dastis
Ricardo Dastis

Outubro termina e vai para a história, evidenciando a urgência com o tema da segurança cibernética e a inteligência artificial. A questão não é mais saber se uma organização será confrontada por ameaças digitais, mas se estará preparada para enfrentá-las. Segurança cibernética não pode começar depois da invasão. Precisa fazer parte das decisões do negócio, todos os dias.

Identificar vulnerabilidades, corrigir falhas e impedir invasões antes que provoquem prejuízos deixou de ser apenas uma responsabilidade das equipes de tecnologia. É uma decisão estratégica das lideranças empresariais. Em um cenário no qual ataques podem comprometer operações em poucas horas, a segurança cibernética precisa combinar resposta imediata, monitoramento contínuo e capacidade de antecipar riscos.

Na França, criminosos invadiram sistemas de refrigeração de supermercados, alteraram temperaturas e provocaram perdas de alimentos. No Brasil, a exposição de credenciais do Smart Sampa colocou em discussão a segurança de uma rede com mais de 58 mil câmeras. São episódios que demonstram como ataques digitais podem produzir consequências físicas, financeiras e sociais.

O alerta também chegou às aplicações corporativas. Duas vulnerabilidades críticas no PHP, conhecidas como PHP2Shell, expuseram sistemas ao risco de execução remota de códigos maliciosos. A AWS identificou tentativas de exploração antes mesmo da divulgação pública das falhas. Isso demonstra que esperar por um comunicado oficial para começar a agir pode ser tarde demais.

A inteligência artificial acrescenta outra dimensão ao problema. Segundo a Microsoft, criminosos utilizaram ferramentas agênticas em operações contra mais de 2.250 ambientes Microsoft 365, conseguindo, em determinados ataques, acesso privilegiado em menos de três horas.

Diante desse cenário, empresas precisam conhecer seus ativos expostos, restringir acessos administrativos, corrigir vulnerabilidades prioritárias e revogar credenciais comprometidas. Também é indispensável testar planos de continuidade e recuperação.

Portanto, a saída é integração entre gestão de riscos, proteção de identidades e monitoramento permanente. A própria IA pode fortalecer a defesa, acelerando a identificação e a investigação de ameaças, desde que utilizada com supervisão humana.

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