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Publicada em 15 de Outubro de 2026 às 17:44

Quando a ciência sai dos laboratórios

André Guedes, coordenador de Pesquisa, Extensão e Internacionalização (PEI) da Estácio

André Guedes, coordenador de Pesquisa, Extensão e Internacionalização (PEI) da Estácio

DIVULGAÇÃO/JC
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André Coelho
André Guedes

As universidades têm papel estratégico na produção, sistematização e disseminação do conhecimento científico e tecnológico. São espaços fundamentais para formar pesquisadores, desenvolver tecnologias e enfrentar desafios econômicos, sociais e ambientais. Mas a produção acadêmica precisa ir além dos muros da universidade: é essencial transformar conhecimento em benefícios concretos para a sociedade.

A universidade deve atuar como ponte entre ciência, inovação, educação e desenvolvimento sustentável. Para isso, alguns desafios precisam ser enfrentados, como financiamento contínuo, infraestrutura adequada e valorização dos pesquisadores. Também é necessário fortalecer a cultura de pesquisa e ampliar oportunidades para estudantes desde a graduação.

A aproximação entre pesquisa acadêmica e necessidades reais da sociedade é fundamental. Uma pesquisa orientada a problemas concretos, sem perder a liberdade e a qualidade científica, permite aproximar professores e estudantes das demandas da comunidade. Projetos de extensão, inovação e pesquisa aplicada podem transformar resultados científicos em tecnologias, serviços, processos e políticas públicas.

Essa aproximação passa também pela integração entre universidades, empresas e poder público. A universidade oferece conhecimento científico e formação profissional; as empresas apresentam demandas e capacidade de aplicação; e o poder público pode criar políticas e mecanismos de financiamento. Essa articulação fortalece o ecossistema brasileiro de inovação.

O interesse pela ciência começa quando o estudante percebe que pode participar da construção do conhecimento, e não apenas consumi-lo. Iniciação científica, projetos de extensão e eventos científicos são importantes instrumentos. Quando percebe o impacto de sua pesquisa, o estudante passa a enxergar a ciência também como possibilidade de carreira.

Investir em ciência e tecnologia não deve ser visto apenas como despesa, mas como investimento estratégico no futuro da nação. É preciso fortalecer a divulgação científica, com linguagem acessível e uso de plataformas digitais. A ciência precisa sair dos laboratórios e dialogar com escolas, empresas, governos e comunidades. Assim, o conhecimento produzido na universidade amplia seu impacto e contribui para o desenvolvimento do País.

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